sábado, 21 de fevereiro de 2009

Patagón I - Ruta 3 e a chegada em Puerto Madryn

Finalizando o dia 8 de março de 2006. Deixando General Conesa para trás percorremos uns 85 km até encontrarmos a ruta nacional 3, em San Antonio Oeste. Pooxa, finalmente chegávamos na ruta 3. Creio que esta estrada possui um simbolismo importante, pois conecta a capital nacional, Buenos Aires, com Ushuaia, chegando até a Baia Lapataia, no Parque Nacional Tierra del Fuego. Eu, de certa forma, estava ansioso para rodar nesta ruta, pois daqui para frente as distâncias aumentariam entre as localidades e a solidão da estepe patagônica seria mais intensa. Já havia lido relatos de outros viajantes, comentando sobre o tédio das longas e intermináveis retas, mas isso não assustou a turma, pois o nosso objetivo era curtir todos os momentos e ocasiões, ou seja, o ir, o estar viajando, independente de onde estivéssemos.
Outro motivo de interesse na ruta 3 seria o benefício da "nafta" com preço mais em conta a partir de Sierra Grande, no paralelo 40. E realmente, fizemos um "pit stop" na cidade para abastecer e o preço era de ridículos AR$ 1,08 o litro. Menos de um real no câmbio da época.
Um comentário a parte sobre o desempenho dos carros. Perfeitamente normais, inclusive, com ganho de desempenho e economia com o uso da gasolina argentina. A única precaução foi o emprego de um aditivo detergente a cada três mil quilômetros, pois utilizávamos a gasolina normal.
Depois de Sierra Grande continuamos com destino a Puerto Madryn, uns 130 quilômetros ao sul. Inicialmente eu tinha programado para seguirmos a Puerto Pirámides, já na Península Valdés, mas com os atrasos que se acumularam durante o dia, mudamos a programação para encurtar o trajeto, seguindo direto para Puerto Madryn. Mesmo assim chegaríamos ao anoitecer e a idéia era sempre procurar evitar a noite nas estradas.



Seguindo pela ruta 3 veio um belo crepúsculo na estepe patagônica. Mas quando entramos no acesso para Puerto Madryn já era noite e, depois  de toda a solidão na estepe, a vista da cidade foi algo incrível. Quem chega em Puerto Madryn começa a descer de uma  região de colinas na direção do litoral, portanto, avista a cidade de cima. À noite, após percorrermos um infinito trecho desértico, parecia que aportávamos numa base lunar, ou coisa do gênero, tal foi o estupor causado pelo avistamento dos pontos luminosos da cidade, perdidos, totalmente perdidos naquela imensidão escura!
Por fim, tivemos dificuldade para "aterrissar" em algum ponto, pois tudo estava cheio. Cansados, terminamos encontrando o pouso na Hosteria El Refugio, dividindo um quarto comunitário entre os quatro. Foi a nossa melhor alternativa. No pátio da hosteria fizemos um novo amigo, o simpático labrador de pelos alvos chamado Julian!



Um comentário:

Álvaro e Adelaide disse...

Evandro,

Show de bola o teu relato. Parece que estamos viajando novamente. Sensações muito parecidas. E por coincidência ficamos na mesma hosteria em Puerto Madry: O El Refúgio e conhecemos o Julian também. Que bacana. Aguardamos o relato dos demais trechos. abração.
Álvaro e Adelaide.

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