domingo, 28 de junho de 2009

Vulcão Lanín e arredores - 21/04/2009


Depois do "sufoco" no Camiño de Llamuco alcançamos a Ruta 13 e voltamos para a 40 em Zapala. Escapamos do corte de rutas, hahaha!!!! E no final das contas esses imprevistos constituem um "tempero" especial para a viagem. O improviso faz parte de qualquer expedição. É preciso estar preparado para superar os desafios que o imponderável apresenta.
Seguindo adiante, na direção sul, começamos a avistar um cone vulcânico que identificamos como sendo o Vulcão Lanín. Trata-se de um gigante imponente na paisagem, com 3776 m de altitude. Paramos diversas vezes na estrada para fazer fotos e apreciar a paisagem. Fiquei com um desejo de explorar melhor toda essa região, pois afinal aqui existe o Parque Nacional Lanín e do outro lado da fronteira, no Chile, o belíssimo Parque Nacional Villarrica, onde estivemos em 2008. Mas teria que ficar para uma próxima. Tínhamos rumo certo: a Carretera Austral.
Com os atrasos decorrentes do desvio no percurso tomamos uma decisão no grupo. Não daria para tocarmos até Bariloche, pois seria muito cansativo. Então resolvemos que ficaríamos em Junín de Los Andes. Antes de chegarmos nessa cidade passamos pelo maravilhoso mirante "La Rinconada". Pena eu não ter uma grande angular para fazer fotos melhores, pois o visual é muito lindo. As melhores imagens guardamos em nossas cabeças!



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sábado, 20 de junho de 2009

El Camiño de Llamuco - 21/04/2009

Depois de passar uma noite agradável no acampamento às margens da Ruta 40, partimos logo ao amanhecer na direção de Zapala e, na sequência, San Carlos de Bariloche. Mal sabíamos a surpresa que o dia nos aguardava!
Estavamos rodando na Ruta 40, com pouco tráfego, estrada muito tranquila, uns 20 quilômetros antes de Zapala. De repente, ao longe avisto vários veículos na estrada. Naquele ermo eu logo pensei que poderia ser um acidente rodoviário, mas qual não foi a surpresa de todos! Fui reduzindo a velocidade e terminei por encostar no final de uma fila de veículos. Mas não era acidente! Seria um protesto?! Corte de rutas!!! Não, não pode ser, de novo, nããããooo!!
Explico: em 2008, na Patagón III, fomos muito prejudicados pelos protestos e cortes de rutas promovidos pelas federações dos agricultores. A briga entre a Cristina e os agricultores foi muito feia. Sofremos durante três dias, várias horas e horas, detidos em diversos bloqueios quilométricos, passando calor, nervosos e angustiados com as incertezas sobre a viagem. E quando os argentinos protestam, protestam para valer!
Mas de alguma coisa valeu a vivência do ano anterior. Eu tinha aprendido muita coisa nos protestos do ano anterior. Eu perdi a vergonha na cara e cansei de sofrer nas rutas; o bom motorista brasileiro que não queria transgredir no estrangeiro. Já era! Virei um cara-de-pau! Conversei com alguns motoristas argentinos que reclamavam da situação e tão logo que soube do que se tratava eu não vacilei! Girei o volante e toquei pelo acostamento; fui furando a fila até chegar no entrevero de manifestantes, motoristas, camiñera e gendarmes. Se pudesse furar o bloqueio, eu queria ser o primeiro!!! Desci do carro e fui conversar com um policial. Ele explicou-me que era um protesto de trabalhadores desempregados. Haviam fechado a ruta em dois pontos e não tinham previsão para liberar o caminho. Mas que maravilha! E a Gendarmeria estava indo embora e a policia camiñera não faria nada para liberar o tráfego. Ótimo, poderíamos ficar por horas naquele local. Estávamos à mercê dos manifestantes.
Voltei para os carros e conversei com a Márcia, a Vera e o Adriano. Expliquei para eles o que estava acontecendo. Mas eu não estava a fim de ficar parado e logo pegamos um guia de rutas e o GPS para encontrar uma alternativa. Teríamos que voltar e ir quase ao Chile para seguir adiante! Então caminhei até o guarda rodoviário com quem conversara antes e questionei se ele conhecia alguma ruta vicinal. Ele trocou uma ideia com um colega, pensaram um tanto, e depois disseram-me: "Si, si ... hay el Camiño de Llamuco!" Fiquei empolgado com a possibilidade. Explicaram que eu deveria voltar uns 7 quilômetros na estrada e depois tomar a direção oeste num acesso de rípio. Chegaria na ruta 13 e poderia acessar a 40 novamente em Zapala. Agradeci, cumprimentei os dois e virei as costas, mas ainda pude ouvir um motorista argentino perguntando se ele também poderia pegar o mesmo caminho. Ainda ouvi o guarda argentino dizer: "No, no ... és solo para camionetas!"






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Seguindo para Zapala - 20/04/2009

Depois da visita no "El Humazo" e um último banho num arroio de fontes termais demos adeus ao "techo de la Patagonia", seguindo em direção ao sul, com destino a Zapala. Contabilizando os passeios logo no início da manhã, resultou que o deslocamento na estrada começou tarde. Então no caminho resolvemos parar em Las Ovejas para almoçar, algo que normalmente evitamos fazer, preferindo os lanches durante o dia. Só que lanches não estavam mais sustentando nenhum de nós, então tinha que ser comida de sal mesmo! Tivemos a sorte de encontrar um simpático restaurante chamado "Los Bandoleros", com cardápio italiano. Na decoração muitas imagens do "Che" espalhadas pelas paredes. O proprietário era um jovem simpático e ficamos muito satisfeitos com o atendimento.

Depois do saboroso almoço tocamos em frente até Chos Malal, onde fizemos uma parada para abastecer os veículos e comprar novos mantimentos. Nossa idéia era fazer um camping selvagem nas margens da Ruta 40, talvez um pouco antes de Zapala. E aconteceu mais ou menos isso, pois paramos uns 30 quilômetros antes de Las Lajas, faltando ainda uns 80 quilômetros até Zapala. Escolhemos um cantinho escondido na margem da Ruta 40 e montamos o nosso acampamento enquanto o sol ainda se escondia atrás das montanhas. O dia seguinte nos reservaria algumas surpresas de viagem!
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Gêiser "El Humazo" - 20/04/2009


Voltando para a Patagônia!!!

Essa madrugada foi muito gelada. Durante a noite eu me acordei para ajeitar os sacos de dormir e aproveitei para olhar o termômetro. No interior da barraca faziam dois graus Celsius. Lá fora deveria estar abaixo de zero graus. Isso que não estamos no inverno! Horas antes um casal de argentinos, hóspedes em Villa Aguas Calientes, bateu um papo conosco e demonstrou uma certa preocupação com a nossa intenção de acampar na base do vulcão. Eu já passei maus bocados com baixas temperaturas e conheço algo da sensação de frio extremo. Mas o nosso equipamento estava adequado e tudo deu certo! Embora a temperatura fosse baixa eu passei uma noite muito agradável, pois dormi dentro de dois sacos e bem entrouxado de roupas. A Márcia usava um saco de montanha e passou muito bem, obrigada. E logo ao nascer do dia arrumamos as nossas coisas, tomamos o café da manhã e seguimos adiante para chegar no início da trilha que leva ao gêiser "El Humazo". Chegamos de carro até o final de uma estrada de rípio e depois seguimos fazendo uma caminhada de uns 40 minutos. Não tinhamos muita certeza do trajeto, pois não existem sinalizações. Mas depois de uns 10 - 15 minutos de caminhada começamos a avistar uma densa coluna de vapor exalando do interior de um vale. A direção estava certa! El Humazo possui águas com temperaturas de 84ºC e se caracteriza por jorros de água e vapor em forma vertical e horizontal. Foi um espetáculo muito belo para aquele começo de manhã!









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Um passeio pela região do rio Gravataí II

O passeio pela região do rio Gravataí foi uma oportunidade para conhecermos duas unidades de conservação ambiental que estão localizadas na Região Metropolitana de Porto Alegre e seus arredores. Trata-se da Área de Proteção Ambiental - APA do Banhado Grande e o importante Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, onde já foi registrado o ameaçado cervo-do-pantanal. Abaixo deixo mais algumas fotos e um material obtido na Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul.










APA do Banhado Grande
Em 1998 foi criada a unidade de conservação de uso sustentável denominada Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande, situada nos municípios de Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha e Viamão. A APA possui 133.000 ha e nela insere-se o conjunto de banhados formadores do Rio Gravataí: Banhado do Chico Lomã (Sto. Antônio da Patrulha), Banhado dos Pachecos (Viamão), e Banhado Grande (Gravataí e Glorinha).

A APA é orientada, principalmente, pelos objetivos de preservar o conjunto de banhados, compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a proteção dos ecossistemas naturais ali existentes, conservar o solo e os recursos hídricos, recuperar as áreas degradadas, contribuir para a otimização da vazão do Rio Gravataí e, ainda, proteger a flora e a fauna nativas e seus locais de reprodução.

O mesmo decreto explicita a intenção de constituição de uma nova unidade de conservação de proteção integral nas áreas remanescentes dos banhados, o que resultou na criação do Refúgio de Vida Silvestre "Banhado dos Pachecos".

Sendo assim, forma-se um mosaico de Unidades de Conservação, com diferentes níveis de restrição quanto ao manejo de seus recursos naturais, podendo considerar-se a APA do Banhado Grande como uma zona de amortecimento à Unidade de Conservação de proteção integral Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos.

Municípios: Glorinha, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha e Viamão

Área: 133.000 hectares
Criação: Decreto Nº 38.971 de 23 de outubro de 1998
Contato: (51) 3288.8109

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um passeio pela região do rio Gravataí

Confesso que ando um pouco descuidado com o blog. É preciso muita dedicação para mantê-lo atualizado e nem sempre sobra o tempo necessário para escrever. Tenho optado em postar apenas algumas fotos e deixo textos mais curtos, sem maiores elaborações. É uma fase e vamos ver como fica adiante.

Mas, deixando um pouco de lado a Patagônia, pois como refere o título do blog, tratamos de viagens pela Patagônia e América do Sul, hoje eu quero postar algumas fotos de uma excursão que fiz aqui pelo meu quintal. No último dia 06 de junho eu e Márcia visitamos a zona rural de alguns municípios próximos de Porto Alegre, dentre eles Viamão, Glorinha e Santo Antônio da Patrulha, percorrendo algumas estradas de chão batido. Nosso objetivo era conhecer um pouco mais da região da bacia hidrográfica do rio Gravataí. Eu já havia participado, poucos dias antes, de um passeio nessa região com integrantes do Comitê de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Rio Gravataí, que completa 20 anos de atividade em 2009. Porém ficou a vontade de fazer uma visita independente. Com alguns pontos de GPS na manga fizemos um passeio maravilhoso, muitíssimo agradável, aqui pertinho, bem do lado da nossa casa! Do que eu poderia destacar nesse dia, e foram muitas fotos, deixo algumas para ilustrar a beleza rural dessa região muito próxima de Porto Alegre.












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