sábado, 20 de junho de 2009

El Camiño de Llamuco - 21/04/2009

Depois de passar uma noite agradável no acampamento às margens da Ruta 40, partimos logo ao amanhecer na direção de Zapala e, na sequência, San Carlos de Bariloche. Mal sabíamos a surpresa que o dia nos aguardava!
Estavamos rodando na Ruta 40, com pouco tráfego, estrada muito tranquila, uns 20 quilômetros antes de Zapala. De repente, ao longe avisto vários veículos na estrada. Naquele ermo eu logo pensei que poderia ser um acidente rodoviário, mas qual não foi a surpresa de todos! Fui reduzindo a velocidade e terminei por encostar no final de uma fila de veículos. Mas não era acidente! Seria um protesto?! Corte de rutas!!! Não, não pode ser, de novo, nããããooo!!
Explico: em 2008, na Patagón III, fomos muito prejudicados pelos protestos e cortes de rutas promovidos pelas federações dos agricultores. A briga entre a Cristina e os agricultores foi muito feia. Sofremos durante três dias, várias horas e horas, detidos em diversos bloqueios quilométricos, passando calor, nervosos e angustiados com as incertezas sobre a viagem. E quando os argentinos protestam, protestam para valer!
Mas de alguma coisa valeu a vivência do ano anterior. Eu tinha aprendido muita coisa nos protestos do ano anterior. Eu perdi a vergonha na cara e cansei de sofrer nas rutas; o bom motorista brasileiro que não queria transgredir no estrangeiro. Já era! Virei um cara-de-pau! Conversei com alguns motoristas argentinos que reclamavam da situação e tão logo que soube do que se tratava eu não vacilei! Girei o volante e toquei pelo acostamento; fui furando a fila até chegar no entrevero de manifestantes, motoristas, camiñera e gendarmes. Se pudesse furar o bloqueio, eu queria ser o primeiro!!! Desci do carro e fui conversar com um policial. Ele explicou-me que era um protesto de trabalhadores desempregados. Haviam fechado a ruta em dois pontos e não tinham previsão para liberar o caminho. Mas que maravilha! E a Gendarmeria estava indo embora e a policia camiñera não faria nada para liberar o tráfego. Ótimo, poderíamos ficar por horas naquele local. Estávamos à mercê dos manifestantes.
Voltei para os carros e conversei com a Márcia, a Vera e o Adriano. Expliquei para eles o que estava acontecendo. Mas eu não estava a fim de ficar parado e logo pegamos um guia de rutas e o GPS para encontrar uma alternativa. Teríamos que voltar e ir quase ao Chile para seguir adiante! Então caminhei até o guarda rodoviário com quem conversara antes e questionei se ele conhecia alguma ruta vicinal. Ele trocou uma ideia com um colega, pensaram um tanto, e depois disseram-me: "Si, si ... hay el Camiño de Llamuco!" Fiquei empolgado com a possibilidade. Explicaram que eu deveria voltar uns 7 quilômetros na estrada e depois tomar a direção oeste num acesso de rípio. Chegaria na ruta 13 e poderia acessar a 40 novamente em Zapala. Agradeci, cumprimentei os dois e virei as costas, mas ainda pude ouvir um motorista argentino perguntando se ele também poderia pegar o mesmo caminho. Ainda ouvi o guarda argentino dizer: "No, no ... és solo para camionetas!"






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Um comentário:

Mãos de Fada disse...

"Solo para camionetas", rrarrá, nessa vocês se deram brm!Bjo

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