sábado, 28 de março de 2009
Patagón I – Visitando uma pinguineira III
Patagón I – Visitando uma pinguineira II
Ainda no dia 10 de março de 2006, sexta-feira. Após percorrermos um longo e belo trecho desértico pela Meseta de Montemayor, deixamos a RN 3 para tomarmos a Ruta Provincial 30 até Camarones. Embora a ruta fosse asfaltada, carecia de uma boa manutenção, pois havia buracos e muito mato crescendo na pista. Nesse trecho de 72 quilômetros até Camarones observamos diversas lebres, ou pelo menos creio que eram lebres, todas atropeladas na rodovia. Maras (Dolichotis patagonum), as lebres patagônicas, não eram com certeza, pois se fossem, eu teria parado o carro para olhar com mais atenção!
Mas bem, chegando em Camarones, um pequeno vilarejo pesqueiro de aproximadamente 1.000 habitantes, procuramos o escritório de turismo para conversar um pouco com o pessoal local. E aqui eu faço um comentário: ainda hoje eu fico impressionado com a organização do turismo na Argentina, pois em qualquer localidade, por menor que seja, é possível receber uma informação turística decente. Pois bem, em Camarones não foi diferente. Um pessoal muito educado e gentil, que atenciosamente nos informou sobre todas as atrações da região. No escritório também recebemos uma sugestão para visitarmos, além da pinguineira, a Área Protegida Cabo dos Bahias. Parabéns; nota 10!
Seguimos então por uma estrada vicinal de rípio para chegarmos na pinguineira, que fica apenas a alguns quilômetros da cidade. É um caminho que percorre um trecho do litoral, que é muito lindo por sinal, com mar azul, praias rochosas e enseadas maravilhosas.
sábado, 21 de março de 2009
Patagón I – Visitando uma pinguineira I
sábado, 14 de março de 2009
Patagón I – concluindo a visita na Península Valdés
Essas colônias de “lobos marinos” começam a ser definidas no mês de dezembro, quando os poderosos machos chegam nas praias e começam a disputar as fêmeas para formar os seus haréns. Procuram arrebanhar o maior número possível de fêmeas, entre cinco e quinze delas, e estabelecer um trecho de praia bem definido como os seus domínios. As fêmeas que vão chegando na praia ainda estão prenhas e o macho vai aguardar o parto para só então copular com elas. Elas parem uma só cria e isso acontece entre o meio e o final de janeiro. Ao nascer as fêmeas lambem e cheiram o filhote, criando um vínculo forte que no futuro ajudará a reconhecer a cria dentre centenas de outros filhotes. Uma semana após o parto as fêmeas entram novamente no cio e, depois de serem fecundadas, regressam ao mar por um par de dias para alimentarem-se. Ao regressar do mar, reconhecem sua cria pelo olfato, uma vez que os filhotes permanecem em grupos apertados de muitos indivíduos. Os filhotes vão se alimentar de um leite gorduroso por oito a doze meses até o desmame. E as mães vão alternar ingressos no mar para alimentarem-se por dois a três dias de cada vez, regressando para permanecer uns dois dias com a sua cria na colônia. Assim é a vida nas colônias desses animais.
domingo, 8 de março de 2009
Patagón I - visitando a Península Valdés IV
Ao chegarmos na Punta Norte percebemos que ali seria o “point” do dia. Próximo da casa dos guardaparques havia um estacionamento que estava recheado de automóveis e havia várias pessoas circulando. Logo que descemos do carro um tatuzinho muito confiado fazia a alegria dos turistas no estacionamento, correndo atrás de uma moça que carregava um pacote de pãezinhos. Saímos caminhando na direção dos senderos e observatórios junto à praia e havia muitos turistas curiosos por lá. Vários fotógrafos e cinegrafistas, amadores e profissionais, portavam possantes máquinas dotadas de lentes zoom. E logo em seguida avistamos a grande colônia de reprodução de “lobos marinos” (Otaria flavescens) e elefantes marinhos (Mirounga leonina).
Patagón I - visitando a Península Valdés III
Continuando nos acontecimentos do dia 9 de março de 2006. Depois da emoção de avistarmos os primeiros guanacos na Patagônia, tocamos em frente até chegarmos em Puerto Piramides. Este é o único “pueblo” da península, local onde se pode encontrar uma estrutura básica de serviços, tais como restaurante, hospedagem e posto de combustível. Sua vocação principal é o turismo voltado para a observação das baleias-francas, a maior atração da região, com as atividades turísticas seguindo de julho até dezembro. Pois bem, seguimos até a beira da praia e descemos para caminhar um pouco e apreciar a visão do mar e dos belos “acantilados” que cercam a cidadezinha. Quem olha essas falésias tem a impressão de enxergar uma série de pirâmides egípcias enfileiradas. Acreditei que era esse visual que originava o nome do “pueblo”, embora um guia de bolso mencionasse um cerro chamado Pirámide para nomear a localidade. Achei a minha versão mais interessante! Tiramos algumas fotos e embarcamos novamente na Adventure para seguir na direção da Punta Cantor.
Inicialmente queríamos ir para Punta Delgada, mas terminamos aceitando as orientações de uma educadora ambiental do centro de interpretação para irmos direto em Punta Cantor, deixando de lado Punta Delgada. Segundo ela, em Punta Delgada poderíamos avistar elefantes marinhos, mas teríamos que pagar por tratar-se de uma área privada. Em Punta Cantor poderíamos avistar os mesmos elefantes sem custo adicional. Pareceu-nos uma boa no princípio, mas depois fiquei em dúvida a respeito.
Chegando em Punta Cantor estacionamos o carro junto ao posto de guardafauna e partimos para uma caminhada num “sendero” orientado. A trilha percorre a margem superior de uma falésia junto ao mar, de modo que os animais podem ser avistados de cima na praia rochosa, mas de uma distância relativamente grande. Enxergamos apenas uma meia dúzia de elefantes marinhos, imóveis, estirados preguiçosamente ao sol. Eles mais pareciam umas câmeras murchas de pneu de caminhão jogadas ao léu na praia! Confesso que, para quem esperava um espetáculo fabuloso da fauna marinha, fiquei bastante decepcionado naquele momento. Logo a seguir, a decepção transformou-se em aborrecimento, pois enquanto caminhávamos pelo “sendero”, o vento soprava forte e jogava muita poeira e terra por todos os lados, irritando os olhos e as narinas. Foi um saco! Ainda assim, consegui tirar umas fotos das plantas que estavam identificadas no "sendero" e tivemos uma bela vista da Caleta Valdés, local onde as orcas costumam serem avistadas. Mas para a nossa “sorte”, obviamente, não avistamos nenhuma! Aqui na Península Valdés existe um calendário de atrações comandado pela natureza; tudo tem o seu tempo certo. Os animais não estão aqui a nossa disposição. Como biólogo eu, minimamente, deveria saber disso ...
domingo, 1 de março de 2009
Patagón I - visitando a Península Valdés II

