segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um bom motivo para visitar o Nordeste!

Já faz muitos e muitos anos que uma viagem ao Nordeste do Brasil andava pela cabeça, mas não acontecia nunca, por incrível que possa parecer! A ideia ia e vinha, era lembrada e depois esquecida, cogitada, mas invariavelmente adiada; em outras preterida pelo que vem primeiro, tudo muito ao sabor dos ventos rondantes. Sem sombra de dúvidas, as viagens pelos caminhos da Patagônia e as demais feitas em outras partes da Argentina e do Chile, no Uruguai, Bolívia, Peru e na Colômbia tomaram conta do pedaço nos últimos anos. Mas eu tinha até um certo desconforto comigo mesmo; um desconforto com a minha condição de brasileiro. Poxa, já estivera na Inglaterra, França e Itália; poderia contar as belezas da Argentina que fariam inveja para a maioria dos "hermanos", já visitara tantos desses interessantes países sul-americanos, percorrendo as suas entranhas, mas ainda não conseguira uma oportunidade para visitar o nascedouro do Brasil, a região Nordeste. Para mim era uma dívida não paga. Devia, não poderia negar, tinha lá meus motivos; mas queria pagar a dívida!
O engraçado é que essa viagem começou a ser gestada, inconscientemente, em 2010, no Estado do Rio de Janeiro. As lindas águas de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo foram as culpadas! Depois de muitas aventuras em paisagens deslumbrantes nas estepes, florestas andinas, montanhas e desertos multicoloridos do Cone Sul, as praias do estado da Guanabara devolveram-me um sonho de menino e rapaz! Era algo para variar, para valorizar o Brasil, prestigiar o nosso litoral. E bastaram três apnéias, três brincadeiras inocentes com máscara e snorkel, três encontros vertiginosos com tartarugas, para eu relembrar o sonho que tinha ficado bem lá para detrás, logo depois que eu tranquei a Oceanologia em Rio Grande, nos idos oitenta e picos. O mergulho, sim, o mergulho era um sonho de garoto que pensou um dia mergulhar no azul profundo como se fosse Cousteau, um Jacques, um Jean-Michel, um Philippe. Mas não dava, ou eu achei que  não dava; foram anos de chumbo, de inflação, das décadas perdidas para o Brasil, do país do futuro que não chegaria nunca. A vela foi a grande companhia que me manteve próximo das águas, águas turvas do querido Guaíba. Mas aí as coisas foram mudando, apareceu a chance novamente, 2011, de novo, agora eu não iria perder a vez! E já surgiu de cara o básico e logo depois o mergulho avançado. Tudo muito rápido, os checkouts da Ilha do Arvoredo para começar, depois o Caribe colombiano, melhor do que eu esperava, muito melhor do que eu imaginava. Por último, as águas da Ilha Grande-RJ, anomalamente frias e turvas para a felicidade do azar, mas com uma turma de mergulhadores e amigos fantásticos acompanhando. E agora, mesmo sabendo da importância histórica do Nordeste no contexto brasileiro, não faltava mais "aquele" bom motivo para eu fazer o pagamento da dívida. De quebra teria o povo, a culinária, a história, a cultura e as praias para aproveitar. Eu já tinha um bom motivo para visitar o Nordeste! 




Um comentário:

Ana do Chá e Viagens disse...

Engraçado que essa culpa nós tmbém carregávamos!
Mas já "me desculpei" com o Brazilsão e fizemos a fantástica viagem á Natal, logo sairá no Viajar é tudibom!

Abraços
Ana
www.viajaretudibom.blogspot.com

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