domingo, 24 de outubro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Décimo-quarto dia - 17/09/2010

Depois dos vários dias de visitas aos sítios arqueológicos, culminando em Machu Picchu, deixamos um tempo livre para fazermos mais uns passeios sem compromisso de horário em Cusco. Caminhamos no bairro de San Blas e depois visitamos o excelente Museo Inca, que possui ótimas coleções e permite ao visitante ter uma melhor noção da história da região, das civilizações pré-incaicas e dos incas.
No horário do almoço tomamos um táxi e fomos até um shopping popular de Cusco, o El Molino, para ver se eu encontrava uma bota de caminhadas, pois a minha estava machucando bastante os dedos dos pés, dificultando alguns dos passeios. Nem cheguei a comentar, mas no dia anterior desisti de subir o Huayna Picchu, a montanha  com a cara do inca que guarnece Machu Picchu, por dores nos dedos dos pés! Pois bem, circulamos pelo El Molino mas não encontrei algum produto que agradasse. No final das contas terminamos parando num pequeno quiosque de comidas, daqueles que só os locais frequentam, para provar um cebiche de peixe rei, acompanhado de "chicharrón", "camote" e "maíz tostado". O cebiche é um dos pratos típico da culinária peruana baseado em peixe cru marinado no suco de limão. Para beber fomos de chicha morada, uma bebida a base de milho roxo e abacaxi que também é característica da região andina. E se tem uma coisa em nossas viagens que se origina pela obra do acaso é a parte gastronômica! Nunca é o foco da viagem, embora a gente sempre termine provando algumas comidas típicas regionais, mas tudo acontece mais na base da sorte! Ainda assim, eu sempre estou disposto a experimentar as combinações de sabores diferentes nas comidas locais. Já a Márcia é mais conservadora e não costuma "assumir riscos" na área culinária, principalmente em se tratando de peixe cru! Eu provei o cebiche e gostei bastante! Ela ficou com as suas restrições!
À tarde voltamos ao hotel para descansar um pouco e arrumar as tralhas no carro para retomar a viagem no dia seguinte. Nosso próximo destino era Puno e o lago Titicaca!

Catedral em Cusco.

Entrada do Museo Inka. É bom contratar um guia no próprio museo
para aproveitar melhor as coleções e exposições da instituição.

Com o agente turístico da Mistical Palt Adventure, Fernando, que organizou todos os 
nossos passeios em Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu e também em Puno.

Recepção do El Andariego, com o jovem Carlos. Fomos muito bem recebidos na casa!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Décimo-terceiro dia de viagem - 16/09/2010

Depois de presenciarmos um lindo amanhecer em Machu Picchu, passamos todo o dia visitando as ruínas da cidade sagrada, primeiramente com a orientação de um guia e após, sozinhos, fazendo a nossa própria exploração do sítio arqueológico. E depois de tamanha imersão na cultura inca, vivemos momentos lúdicos, fotografando com as simpáticas lhamas, e de descanso do sol ardente, sob a sombra projetada dos terraços, à beira dos penhascos que escorregam até o fundo do vale do Urubamba!
Mais para o final da tarde, lá pelas quatro e meia,  cansados de tanto pernear, tomamos um dos micro-ônibus para descer até Águas Calientes. Voltamos ao hotel para apanhar uma bolsa da Márcia e depois paramos num dos tantos restaurantes para tomar uma Cusqueña gelada, acompanhada de uma pizza saborosa. Já no início da noite, embarcamos no trem que nos levaria de volta até Ollantaytambo. Foi uma viagem um pouco cansativa, pois o casal que viajava no banco em frente ao nosso, cara a cara, não parecia nada amistoso; muito diferente do casal de jovens eslovenos com quem batemos um bom papo na viagem de ida! Em Ollantaytambo, na penumbrosa estação, seguimos uma menininha que levantava uma plaqueta e dava gritinhos em meio da multidão de passageiros que baixavam do trem: "- Buuus Lucyyy ... Buuus Lucyyy ... Buuus Lucyyy!!!". Era o nosso transfer, Bus Lucy! Depois de um pouco de confusão na hora da chamada dos passageiros, tomamos uma van que nos conduziria até Cusco. Chegamos no El Andariego já próximos da meia-noite! Ainda bem que no dia seguinte tínhamos o dia livre para descanso!







domingo, 17 de outubro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Detalhes do planejamento e mapa final da viagem

Nesses últimos dias não pude publicar nenhum post por motivos de força maior, literalmente! Embora a gente tente levar o blog com uma certa regularidade, nem sempre isso é possível.

O último post tratava sobre a visita em Machu Picchu. Continuarei com mais alguns detalhes e fotos dos outros dias, porém gostaria de postar uma planilha e informações comparando o que foi planejado e o que foi realizado durante a viagem. 
A viagem planejada, entre ida e volta, percorreria um trajeto de 8.435 quilômetros, com uma média de 366,7 km/dia. Como uma das características das nossas viagens de carro é a programação independente e flexível, fizemos algumas alterações que resultaram em 8.413 quilômetros totais e média de 382,4 km/dia. São esses os valores finais de distância percorrida. Os valores estão muito próximos, mesmo com as alterações significativas que fizemos, tais como a redução em um dia de viagem e o regresso através da Bolívia, ao invés do retorno via Chile. Do que tínhamos pensado em visitar no Chile, Chuquicamata e Humberstone, deixamos para uma próxima. Não se encaixaram bem no trajeto, pois priorizamos o deslocamento até o sul do Peru no menor tempo possível, o que para nós ocorreu no início do quinto dia de viagem.
No Peru aproveitamos e visitamos tudo o que queríamos, inclusive com o acréscimo de duas ruínas sobre as quais ainda não falei aqui no blog. Acrescentamos um dia em Cusco e reduzimos um dia da visita em Puno, inicialmente prevista para dois, deixando apenas o tempo necessário para o passeio no Lago Titicaca. Foi uma boa troca em nossa opinião. O retorno via Bolívia também valeu muito, pois reduziu o trajeto em um dia de viagem. Salta, "La Linda", nossa conhecida de 2007, apresentou-nos os "Niños del Llullaillaco", que não conseguimos visitar anteriormente em virtude da eleição presidencial argentina, que terminou elegendo a Cristina Kirchner.
Sobre o consumo de combustível. Para rodar os 8.413 quilômetros da expedição, o "Tracker Chumbo" utilizou 783 litros de gasolina, fazendo uma média de 10,77 km/l. Após todas as conversões de moedas (real, dólar, pesos argentinos, pesos chilenos, soles e bolivianos!!!) resultou numa despesa de R$ 1.666,11.  Gastamos aproximadamente R$ 75,00 por dia para o abastecimento do jipe. Interessante é o ranking que fiz para os preços dos combustíveis. Considere isso no seu planejamento de viagem (valores médios, convertidos para R$/l):
  1. Brasil - R$ 2,69
  2. Chile - R$ 2,54
  3. Peru - R$ 2,18
  4. Argentina - R$ 1,95
  5. Bolívia - R$ 1,01.
Por fim, seguem a planilha que eu mencionei, comparando o planejado e o executado, bem como o mapinha com o trajeto completo da Expedição Inti & Killa II.






sábado, 2 de outubro de 2010

Expedição Inti & Killa - Décimo-terceiro dia de viagem - 16/09/2010

Águas Calientes. Cinco e meio da manhã. Fazia um friozinho, mas lá em cima ameaçava uma chuvinha. Estávamos desde às 4 horas da manhã na fila dos micro-ônibus que sobem ao santuário arqueológico. Partimos no terceiro veículo. Aquele nascer do sol do dia 16/09/2010 será inesquecível em nossas memórias! Valeu, Machu Picchu!










Expedição Inti & Killa - Décimo-segundo dia de viagem - 15/09/2010

Depois das ótimas visitas que fizemos aos sítios arqueológicos do Vale Sagrado no dia anterior, era dia de deslocamento para o vilarejo de Águas Calientes, a porta de entrada para as ruínas da cidade de Machu Picchu. Só para recordar a nossa programação anterior, havíamos feito um dia de City Tour em Cusco e um dia de visita ao Vale Sagrado. 
Aqui cabe deixar umas dicas. Quem desejar fazer a visita às ruínas do Vale Sagrado e, no mesmo dia, embarcar no trem em Ollantaytambo até Águas Calientes, passar a noite no vilarejo e, no dia seguinte, fazer a visita em Machu Picchu, pode fazê-lo tranquilamente. Assim é possível ecomizar um dia de viagem nos passeios da região. Também é possível, num único dia, tomar o trem em Cusco até Águas Calientes, visitar Machu Picchu e retornar para Cusco ao final do dia. Porém, a viagem de trem dura várias horas e o tempo disponível para visitar as ruínas fica muito curto. Na minha opinião o ideal é ter um dia completo para visitar Machu Picchu. Inclusive, essa dica foi dos amigos Sandro e Jacque que já tinham visitado o Perú.
Pois bem, em Cusco tomamos uma van de transporte local até Ollantaytambo e seguimos até a estação de trens. Nossa composição partia por volta de 14:00 e havia um check-in trinta minutos antes do embarque. Fizemos um lindo passeio, tranquilo, de belas paisagens, com duração de uma hora e meia até Águas Calientes. Chegando em nosso destino, e depois de instalados no Hostal Muyurina, gastamos o final  da tarde caminhando pelas estreitas ruelas do vilarejo. Vimos vários caminhantes, com suas mochilas pesadas, caras cansadas, porém alegres, que chegavam dos longos dias de trilha inca, suponho. Finalizamos a tarde com um bom banho nas águas termais do pueblo.





quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Expedição Inti & Killa – Décimo-primeiro dia de viagem – 14/09/2010

No décimo-primeiro dia de viagem programamos a visita ao Vale Sagrado dos Incas. Começando muito cedo na manhã, percorremos ao longo de um dia completo um trajeto de aproximadamente 200 km para a visitação dos sítios arqueológicos. Nem todos, diga-se de passagem, pois existem muitos. Nossas visitas abrangeram a cidadela de Pisaq, o pueblo de Urubamba (parada para almoço), Ollantaytambo, última cidade Inca antes de Machu Picchu, e Chinchero, muito famosa por sua feira de artesanatos.

 Pisaq.

Pisaq.

 Restaurante em Urubamba.

Um "lanchinho" natural entre as visitas!

 Ollantaytambo. Detalhe da multidão de turistas que visita os sítios arqueológicos.

  Ollantaytambo.

  Ollantaytambo.

 Ollantaytambo.

 Processo de produção dos têxteis. Chinchero.



 Feira de artesanato. Chinchero.


domingo, 26 de setembro de 2010

Expedição Inti & Killa – Décimo dia de viagem – 13/09/2010

Recordando, estávamos bem instalados no Hostal El Andariego e  não fizemos deslocamentos pela cidade com o “Tracker Chumbo”, ficando o mesmo bem guardadinho no estacionamento do hotel. O trânsito na cidade é muito agitado e preferimos montar a “base” em Cusco e  programar os passeios com a orientação de uma agência de turismo de aventura, a Mistical Palt Adventure – reservas@misticalpaltcuzco.com – Calle Santa Tereza, 381 - Cusco, indicada pelo próprio hotel. Escolher uma agência confiável é muito importante, pois existem opções que podem ser a solução para a realização dos seus sonhos ou a transformação deles num baita pesadelo. Felizmente, tudo correu muito bem com a Mistical Palt e, em poucos dias de permanência na cidade, conseguimos otimizar todas as visitas que pensávamos em fazer.
No dia 13 pela manhã passeamos na Plaza Mayor, conhecendo o exterior da Catedral e algumas ruas do centro da cidade. À tarde fizemos o nosso primeiro programa, o city tour em Cusco, com visitas guiadas ao Qoricancha – o Templo do Sol, Sacsayhuaman – a cabeça do puma, um misto de  fortaleza e local de cerimônias religiosas, Qenqo – outro local de cerimônias religiosas e mumificações, Pucapucara – uma modesta fortaleza de rocha avermelhada e Tambomachay – fontes de água que constituíram possível local de descanso e para a realização de cerimônias da água.
Eu não pretendo me alongar nas descrições históricas, até mesmo porque não tenho esse conhecimento. Percebi que os guias de viagem apresentam alguns pontos divergentes sobre cada um desses sítios arqueológicos, assim como para os que foram visitados nos dias que se seguiram. No trabalho dos guias de turismo, muito competentes por sinal, acredito que também existem as versões  particulares, com ênfase em determinados aspectos que cada profissional julga ser mais importante. Desta forma, a melhor informação seria a consulta em fontes acadêmicas para obter a versão mais fidedigna a respeito de cada local. Certamente, uma grande dificuldade para o estudo da civilização dos Incas reside no fato de não terem desenvolvido seu sistema de escrita, predominando a oralidade como forma de transmissão do conhecimento. Assim, muito do que se sabe a seu respeito está amplamente baseado nos relatos apontados por cronistas que chegaram no período da invasão espanhola.
Sobre o que eu posso falar: as minhas impressões pessoais sobre as visitas. Em primeiro lugar fiquei surpreso com o tamanho de Cusco, uma grande cidade que abarca todos esses sítios arqueológicos. Talvez eu tivesse uma visão, digamos, ingênua, sobre a extensão dessa cidade e a localização das ruínas. Muitos dos monumentos e sítios arqueológicos estão mesclados com a malha urbana colonial e moderna da cidade. Em segundo lugar fiquei impressionado com a quantidade de turistas que visitam os sítios arqueológicos, quer sejam peruanos, sulamericanos e, principalmente, europeus, estadunidenses, asiáticos e outros tantos de nacionalidades que não soube identificar. Parece-me que, em termos de turismo em sítios arqueológicos e históricos, não encontraremos rivais no Ocidente e somente as pirâmides do Egito, no hemisfério oposto, superariam essas maravilhas legadas pela civilização Inca! Até o próximo post.

Plaza de Armas - Cusco. Vista de Sacsayhuaman.

 Sacsayhuaman.

 Sacsayhuaman.

Sacsayhuaman. Como conseguiram movimentar e encaixar perfeitamente essas rochas colossais?

Pucapucara.

 Tambomachay.

Tambomachay.
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