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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um bom motivo para visitar o Nordeste! - II

Olá, pessoal! Andei "fora do ar" nas últimas semanas, por motivos de saúde, sem poder publicar posts aqui no blog. Vou aproveitar a ocasião, agora que eu estou me recuperando, para completar o segundo post sobre os mergulhos em naufrágios de Recife - PE. 
Para poder realizar esses mergulhos obtive no mês de setembro a certificação PADI AOWD (mergulhador avançado), com a instrução e orientação dos amigos da Planeta Mergulho, visto que vários dos naufrágios da região estão situados em profundidades de 30 metros, ou até mais, o que requer minimamente a certificação referida. Para mergulhar nos naufrágios fiz os contatos e a programação com a Aquáticos Dive Center, certamente uma das mais bem conceituadas operadoras de mergulho no Brasil. Foram 3 três saídas no catamarã Galileo, com seis mergulhos em águas de perfeita visibilidade e temperatura agradável, na casa dos 26 - 28 °C. Outubro, só para lembrar, é um dos melhores meses de mergulho em Recife! Dentre os mais de 20 pontos que existem nesse imenso parque de naufrágios realizamos os mergulhos nas embarcações Flórida, Vapor de Baixo, Servemar I, Servemar X, Pirapama e rebocador Taurus. 
Acredito que seja muito importante referir que vários dos naufrágios de Pernambuco foram criados para a formação de recifes artificiais e novos pontos de mergulho. Tudo isso tem sido realizado com muito respeito ao meio ambiente, através de uma parceria entre a associação de operadoras de mergulho - AEMPE, universidades de Pernambuco e armadores, que doaram as embarcações devidamente preparadas e limpas. As atividades são devidamente licenciadas pelo IBAMA, Marinha do Brasil e órgão ambiental de Pernambuco - CPRH.  A iniciativa tem gerado várias possibilidades para o mergulho recreativo, a pesquisa científica das universidades e a criação de novos locais para o desenvolvimento da fauna e flora marinhas. As fotos que obtive através da Dolphin Eye podem dar uma excelente idéia do que são esses mergulhos em Pernambuco! Simplesmente fantásticos!

O excelente catamarã Galileo - Aquáticos Dive Center.
Ampla praça de mergulho do catamarã e a faina de preparação dos equipamentos antes dos mergulhos. 


Loja da Aquáticos, com atendimento de Isabela, que tratou a programação dos mergulhos.
Cardume de enxadas - Chaetodipterus faber.
 A roda de propulsão do Vapor de Baixo - profundidade de 21 metros.

Mergulhando próximo da proa do Servemar I - profundidade 24 metros.
Jaguariçás - Holocentrus sp. acompanhando um cação-lixa - Ginglymostoma cirratum.
Cação-lixa  ou lambarú - Ginglymostoma cirratum.
Cardume de xiras - Haemulon sp. Difícil afirmar a espécie!
Cardume de fogueiras - Myripristis jacobus.
Rebocador Taurus - profundidade de 24 metros.
Bela foto da descida ao naufrágio! Rebocador Taurus - um dos naufrágios programados em Recife.
Mergulhadores descendo pelo cabo guia até o Servemar X - profundidade de 25 metros.
Outro rebocador afundado para formar recifes artificiais.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Foto do dia: Paraty - Rio de Janeiro

De quando em vez vou postar fotos legais que fizemos durante as viagens, mas que não deu muito tempo sequer para curtir! Esse é um dos visuais que se pode apreciar em Paraty nos tradicionais passeios de escuna. Paraty é uma cidade simplesmente apaixonante e linda!

Posted by Picasa

sábado, 7 de agosto de 2010

Trindade - Paraty

Em março passado, conforme eu vinha escrevendo em posts anteriores, visitamos o litoral do sudeste. Fazia um bocado de tempo que não fazíamos uma temporada de praias. Nos últimos anos estivemos concentrados basicamente nas viagens para o Uruguai, Argentina e Chile, sobrando pouco tempo para o litoral brasileiro. Andava muito apaixonado pelas montanhas e quase estava esquecendo das belezas da nossa terra. Mas seguindo a dica de um amigo, o Fernando, que já tinha andado na região em anos anteriores, fomos visitar a localidade de Trindade, situada 25 quilômetros ao sul da cidade histórica de Paraty. 
Trindade é uma antiga vila de pescadores caiçaras, possuindo como principais atrativos as praias do Cepilho, Ranchos, do Meio e Cachadaço, sendo que essas duas últimas estão na área do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O acesso à vila pode ser feito basicamente por trajeto asfaltado. Todo o litoral do sudeste é muito explorado, mas como viajamos fora da alta estação, não sofremos com a "crowd" que normalmente invade essas belíssimas praias! Tem gente que considera essas tão ou mais lindas que certas praias em ilhas do Pacífico.





domingo, 23 de maio de 2010

A Estrada Real, o Ceramista e a visita em Cunha - SP

Na primeira noite em Paraty, passeando pelas ruas de pedras irregulares do centro histórico,  descobrimos que dentre as atrações da região estão os alambiques e as suas cachaças artesanais. A história da cachaça confunde-se com a vida do Brasil colonial. E na atualidade as cachaças locais possuem até mesmo a designação de procedência. Então, na manhã do dia seguinte, 22 de março, resolvemos fazer um passeio para conhecer um dos alambiques da região,  dada a curiosidade  que ficamos a respeito do assunto,  porém, terminamos nos "perdendo" ... em Cunha - SP. Explico!
Saímos de Paraty, após o saboroso café na Pousada Fortaleza, e tomamos o caminho que segue na direção da Serra do Mar. E logo, logo descobrimos que esta estrada é o chamado "Caminho Velho", uma parte da Estrada Real, que nos tempos coloniais fora importante via de ligação do litoral  com  Ouro Preto,  numa distância de mais de 600 km! Já conhecia algo a respeito, mas foi muito bacana rodar no trecho! Resolvemos seguir pela estrada, sempre subindo a serra íngreme, pois a visão que teríamos do litoral seria muito bonita. E subimos bastante até chegarmos numa casa que tinha uma linda vista das matas, de Paraty e do mar. Descemos do carro e começamos a apreciar a paisagem e tirar muitas fotos.  Próximo de nós havia um Senhor trabalhando num atelier e pedi sua permissão para continuar fotografando, o que me foi prontamente concedido. Depois de muitas fotos tiradas fui conversar com aquele Senhor que  moldava  nas mãos uma peça de barro. Perguntei se era escultor e ele respondeu-me que era ceramista. Achei interessante! Pois bem, seguimos numa conversa amigável com o artista chamado Jorge Pessotti,  e tratamos sobre seus trabalhos de cerâmica, sobre a sua proposta de trabalho integrado com a natureza, suas obras e os encantos de Paraty. Foi uma ótima conversa. Aproveitamos também para adquirir algumas peças de cerâmica e de quebra ganhamos uma dica do Jorge! Ele sugeriu que  seguíssemos até Cunha, em São Paulo, distante uns 40 quilômetros adiante pela estrada, para conhecermos um importante polo de cerâmica de alta temperatura que teve início nos anos 70. Achamos a idéia muito atraente pois seria um programa diferente depois de vários dias de praia! E conforme palavras do próprio artista, era "caminho para quem gosta de aventura", visto que a estrada dali para a frente estava em condições "off road"! Era justamente o ingrediente que nós estávamos procurando para enfrentar com o "Tracker Chumbo"!
E foi uma beleza de passeio. Encaramos algumas dificuldades que não seriam vencidas por carros normais e isso foi muito bom! E o caminho que atravessa as serras até chegar em Cunha é muito lindo. Inclusive passamos em áreas do Parque Nacional da Serra da Bocaína, porém essa visita deixamos para outra vez.
Em Cunha, uma simpática cidade serrana no interior de São Paulo, passeamos no pacato centrinho, escutando os anúncios e as notícias apresentadas através do alto-falante da igreja, e vimos surpresos o grande número de fuscas que ainda circulam nessa redondeza. Aproveitamos também para almoçar uma saborosa comidinha caseira, mudando o cardápio de peixes que vínhamos consumindo nos últimos dias. Depois, visitamos a casa dos artesões, onde são vendidos os belos trabalhos de cerâmica artística, cozidos  nos fornos em estilo oriental, o Noborigama. A visita foi curta, pois tínhamos que fazer o regresso até Paraty e eu não queria descer a serra durante a noite, mas ainda conseguimos passar num dos ateliers particulares, de Mieko & Mário, dois renomados ceramistas da região. Que trabalhos lindos; ficamos encantados! Pena que o tempo foi curto para apreciar local tão interessante e de grande riqueza cultural. Ficou a vontade de voltarmos noutro dia!
Mas resumindo o causo, foi assim que, procurando os alambiques e cachaças de Paraty, terminamos nos "perdendo" em Cunha!

P.S.: o tempo anda curto para escrever no blog, pois ando fazendo dois cursos em EAD. Ainda assim, agradeço aos visitantes que continuam prestigiando o blog na procura por novidades aqui descritas! Saudações!

Paraty, vista da Serra da Bocaina.

Uma recordação com o ceramista Jorge Pessoti - km 11 do Caminho Velho - Estrada Real.

Subindo a serra!

A simpática Cunha.

 
Uma pequena amostra da cerâmica artística de Cunha!


domingo, 25 de abril de 2010

Paraty!

Continuando um pouquinho mais sobre as férias de março de 2010 no litoral brasileiro. 

Depois de passarmos ótimos dias nas praias do "ABC fluminense", Arraial do Cabo, Búzios e Cabo Frio, começamos a descer em direção ao sul, através da RJ 106. No caminho conhecemos as margens da Lagoa de Araruama e as serras que antecedem Niterói, do Mato Grosso, Jaconé e Tiririca. É um caminho bonito, mas a estrada é estreita, bastante movimentada e truncada, tudo isso devido ao trâfego intenso e aos vários municípios que são atravessados no trajeto. A passagem por Niterói e Rio de Janeiro não foi algo, digamos, agradável, embora que nesta vez tivéssemos o benefício do final de semana. Mesmo assim o trânsito é complicado. Depois do Rio de Janeiro continuamos pela BR 101 até Paraty, passando no caminho por Mangaratiba e Angra dos Reis. Neste trajeto foi possível ver o estrago causado pelas chuvas no início deste ano, com muitas quedas de barreira ao longo da estrada. No meio da tarde chegamos em Paraty. Eu vou restringir os meus comentários sobre esta cidade dizendo apenas que ela é maravilhosa e linda! Ficamos apaixonados. Não é à toa que ela é uma das cidades coloniais mais lindas do Brasil, considerada um patrimônio histórico. E também por este motivo é frequentada por turistas de todos os lugares do mundo!





domingo, 18 de abril de 2010

A praia das Conchas e a Radal Siete Tazas!

Andei muito ocupado nos últimos dias e não conseguia fazer o meu "dever" de casa aqui no blog! Mas vamos lá novamente, hehehe!

Mas qual é a relação entre a praia das Conchas, em Cabo Frio - RJ, com o Parque Nacional Radal Siete Tazas, no Valle Central - Chile? Por incrível que pareça, sim, ela existe! E eu vou explicar.
Nesta última viagem que fizemos em março resolvemos passear pelo Brasil e conhecer um pouco mais do nosso litoral. E o destino escolhido foi o litoral do sudeste, mais especificamente as praias fluminenses. Pois bem, no dia 19 de março, depois de participarmos de um dos programas turísticos mais tradicionais da região, o passeio de escuna pelas praias da badalada Búzios, seguimos para a agradável praia das Conchas, baía de mar calmo, água transparente e areias amareladas, em Cabo Frio. Aliás, um detalhe, a Armação dos Búzios é um distrito de Cabo Frio! Então, escolhemos um dos quiosques da praia, e o recomendado é a Tia Maria, e pedimos um "pescado" para consumir no almoço. E ficamos por ali, Márcia e eu, conversando, tomando banhos de mar, cervejinha, peixinho, hehehe, só na vida boa!!! Em certo momento daquela tarde, um casal de turistas, de língua espanhola, pediu para que eu tirasse uma foto deles na praia. Com a maior boa vontade atendi ao pedido do casal, procurando usar o meu "vasto" conhecimento em fotografia para obter o melhor resultado possível, hehehe! E quando fui entregar a máquina ao casal, arrisquei um pouco do meu "portunhol" e perguntei: “De adonde son ustedes?”
E foi muito legal perguntar! Começamos a bater um papo com o simpático casal, Roberto e Monserrat, provenientes do Chile, da cidade de Concepción! Para quem já está esquecendo, esta é a segunda cidade chilena e um dos locais mais afetados pelo recente terremoto que atingiu o Chile (vide o post Chilenos vivem um pesadelo). Para a felicidade nossa, o casal relatou que não teve sua residência afetada e que seus familiares passavam bem! E a conversa seguiu alegre sobre a Patagônia, Atacama, Rio de Janeiro e dos lugares que ambos os casais conhecem e dos que pretendem conhecer, tanto no Chile como no Brasil. E eles gostaram do bate-papo e comentaram que os brasileiros praticamente não falam o espanhol e que ficaram surpresos com a minha abordagem. E o pouco que eu aprendi veio das viagens! O Brasil precisa dar uma boa ênfase no ensino do espanhol em nossas escolas.
Os novos amigos chilenos, Roberto e Monserrat.

 Seguindo na conversa, Roberto perguntou se conhecíamos o Valle Central e o Distrito dos Lagos e eu respondi que sim. Em 2008 fizemos uma de nossas viagens, a Patagón III, para visitar estas regiões no Chile. Foi uma jornada de grandes emoções, sobressaltos e imprevistos na programação, pois logo no começo enfrentamos o retorno prematuro ao Brasil dos amigos Fernando e Arcínio que nos acompanhavam no segundo veículo da expedição, os fortes protestos e bloqueios de rutas promovidos por agricultores argentinos contra a política de impostos do Governo Cristina Kirchner, uma noite sem conseguir dormir por falta de qualquer tipo de hospedagem em Mendoza e, para finalizar, a quebra da embreagem da nossa palio adventure em Puerto Varas, em pleno Chile!!! Porém, no mais, foi uma viagem absurdamente fantástica, de lindíssimas paisagens, grandes recordações e na companhia dos grandes amigos Flávio e Elisa! Ainda está para ser contada aqui no blog!
 A "turminha" da Patagón III - eu, Márcia, Elisa e Flávio.

E ao saberem que conhecíamos a região, Roberto e Monserrat comentaram que no Parque Nacional Radal Siete Tazas, que abriga um dos monumentos naturais mais admiráveis do Chile, as Siete Tazas, as sete cachoeiras e mais dois outros saltos, tinham secado em virtude dos fortes tremores ocasionados pelo terremoto. Uma fissura nas rochas desviou o curso do rio Claro de Molina, fazendo com que a água tomasse um caminho subterrâneo, deixando de abastecer as impressionantes cascatas! Para nós foi uma lástima saber do acontecido, pois este foi um dos lugares mais lindos que conhecemos na viagem de 2008. Entretanto, Roberto comentou que cientistas estavam acompanhando a possibilidade de restabelecimento do curso d´água, fazendo com que as cascatas voltassem a jorrar num dos monumentos naturais mais lindos do Chile! 
 Salto "El Velo de la Novia" - Parque Nacional Radal Siete Tazas - Chile.

  As "Siete Tazas".


Pois bem, depois da "charla" agradável com os amigos chilenos, com o sol começando a baixar ao final da tarde, despedimo-nos de Roberto e Monserrat trocando e-mails e prometendo manter contato futuro com o casal. Este post que agora escrevo, comentando sobre o nosso encontro e a quase inimaginável relação que eu criei entre a praia das Conchas e o Radal Siete Tazas, será enviado para estes novos amigos como demonstração da satisfação e apreço que tivemos em conhecê-los aqui no litoral do Brasil!
P.S.: ao escrever este post, verifiquei na CONAF - Chile que as águas começam a voltar a correr lentamente pelas "Siete Tazas". Que reconfortante!

domingo, 4 de abril de 2010

Viajando pelo Litoral Fluminense

Depois de vinte e poucos dias sem postar qualquer coisa que seja, retornamos à casa. Foi um período de férias para deixar de lado o teclado do computador, descansar e recarregar as baterias para o restante de 2010. Desta vez nada de Patagônia, desertos e montanhas. Escolhemos "simplesmente" conhecer um pouco mais do nosso Brasil e elegemos uma viagem ao litoral fluminense para este final de verão e início de outono. Embora o Viajando pela Patagônia e América do Sul também inclua o Brasil, obviamente, não pretendo criar uma série de posts sobre o que visitar no litoral do Rio de Janeiro, mas apenas escrever sobre alguns fatos interessantes que aconteceram nesta viagem. Assim que der retomarei os posts da Corazón Patagónico. É isso aí, valeu!



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