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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Décimo-sétimo e décimo oitavo dias - 20/09/2010 e 21/09/2010 - III

Dia 21 de setembro. Partimos às cinco e meia da matina de Challapata seguindo para Potosi. Ainda bem que não seguimos dirigindo durante a noite do dia anterior, pois depois de Challapata encontramos uma estrada cruzando serras muito íngremes e com curvas perigosas!
Depois de passarmos por Potosi rodamos em rípio e trechos de estrada asfaltada, com muitas obras e desvios, até Villazón.  Em breve vai dar para seguir pelo sul da Bolívia até o Peru utilizando essas estradas totalmente asfaltadas. Lá pelas cinco da tarde estávamos dando o adeus para a Bolívia e abraçando a Argentina! Ainda não era o nosso Brasil, mas pareceu que tínhamos chegado em casa!  Ficamos muito felizes em reencontrar as lindas cores da Quebrada de Humahuaca! 
Tocamos noite adentro e chegamos em Humahuaca, mas ficamos frustrados, pois a cidade estava cheia em virtude de um concurso da miss Jujuy e ficou difícil conseguir um hotel. Então rodamos mais uma hora e pouco até Tilcara, encontrando uma boa hosteria de cabanas próximo da cidade, El Portal de La Quebrada. Jantamos um bom bife de chorizo com uma Quilmes bem gelada! O sono foi dos deuses!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Décimo-sétimo e décimo oitavo dias - 20/09/2010 e 21/09/2010 - II

Dia 20, ainda. Depois dos desafios impostos pela fronteira boliviana seguimos em frente na direção de La Paz, localizada uns 100 quilômetros adiante. E não tínhamos nenhuma intenção de visitar a maior cidade do país. Somado a isso ficamos bastante preocupados com a perda de tempo que tivemos na aduana, pois eu tinha idéia de tocar até Potosi, mas com o tempo gasto já começara a pensar nas alternativas que teríamos no caminho.
Até La Paz seguimos tranquilos pela Ruta 1, mas quando chegamos na região metropolitana a coisa esquentou. La Paz é uma cidade grande, com mais de dois milhões de habitantes e um trânsito muito caótico. E nessas condições, mesmo com o auxílio do GPS, eu não poderia errar o caminho, pois isto representaria mais perda de tempo e dores de cabeça para voltar à estrada. Enfrentamos avenidas com tráfego pesado e engarrafamentos de carros, vans de transporte coletivo, caminhões e muitos, mas muitos pedestres caminhando e correndo por entre os veículos. Rezamos para não enfrentarmos uma colisão ou atropelamento, coisa que parece muito fácil de acontecer! Fomos seguindo devagar, com muita atenção, não erramos o caminho e aos poucos fomos nos afastando do centro urbano. Ufaaa!!!
Depois da capital de fato esperava caminho livre até Potosi, mas já estava pensando numa alternativa onde poderíamos dormir para não viajar durante a noite. Porém, o tráfego após La Paz continuou pesado, com muitos caminhões na estrada nos dois sentidos e grande dificuldade para fazer as ultrapassagens, pois a estrada está localizada numa região de colinas, com subidas e descidas constantes. Depois que passamos por uma estação de pedágios começei a vencer vários caminhões e acelerei mais para retomar o ritmo de viagem. E aí foi o nosso azar! Quando começamos a descer o topo de uma dessas colinas fomos apanhados por uma patrulha rodoviária! Um dos guardas agitou vigorosamente uma bandeira vermelha fazendo sinal para encostarmos. Pensei comigo mesmo: "Agora estamos ralados!!!". Eu não tinha nada para discutir, pois vinha a uns 110 km/h e o limite era de 80. Quando paramos os guardas deram uma dura danada, mostraram o registro no radar e um livreto com a legislação que tínhamos infringido. Falou que teríamos que retornar até o posto policial para preenchimento da multa, etc, etc. Eu fiquei frio, calmo e submisso, pois isto seria o caos para nós! Ainda assim, resolvi arriscar e perguntar se não poderia pagar a multa alí mesmo. Bom, foi a deixa que ele queria ouvir. Mandou que eu descesse e fosse até a viatura. O discurso mudou radicalmente e tudo ficou mais calmo. Disse que não queria nos causar prejuízo e se pudéssemos alcançar uma importância tudo estaria resolvido. A multa era de 200 bolivianos! Voltei para o carro pensando rápido e conversei com a Márcia. Nosso dinheiro estava contadinho, mas não tínhamos outra alternativa. Era pagar ou ficar encrencado com a polícia naquele cafundó. Achei que poderíamos alcançar 100 bolivianos e se precisássemos poderíamos fazer novo câmbio em Potosi. Voltei até o carro da patrulha e ofereci a quantia. Disse que era o que dispunha, pois tinha mais despesas no caminho. O patrulheiro pegou a grana e devolveu a minha carteira de motorista. Advertiu-me para que eu dirigisse devagar e que só estava querendo ajudar! Não queria que eu ficasse com má impressão do país. Tá bom! Agradeci e disse que tomaria mais cuidado com a velocidade. Voltei para o carro e tratamos de cair fora rapidinho. Ainda que essa situação tenha sido "resolvida" com o menor prejuízo para a viagem, andamos muitos e muitos quilômetros amuados com aquele episódio. Nesse tipo de situação, que não era a primeira vez que enfrentávamos em nossas viagens, a gente fica muito desprotegido e com uma sensação de insegurança muito grande. Também não é nada agradável ter que pagar propinas, mas a desvantagem da situação é tal e a encrenca pode se tornar tão grande que o negócio é tentar encerrar a situação o mais rápido possível. Alguém já viu aquela série "Férias na Prisão"?!!
Seguimos mais devagar e passamos por Oruro. Seria um bom local para o pouso, mas ainda era cedo para encerrar o dia e resolvemos seguir em frente. Quando a noite já estava caindo encontramos uma alternativa para dormir em Challapata, num hotelzinho muito, muito simples, o Residencial Diar. Porém tinha o básico e necessário: uma cama limpa para dormir, banho e um lugar para guardar o carro. No dia seguinte, 21, acordamos às 5 horas da manhã para terminar o capítulo da Bolívia. Valeu!


sábado, 11 de dezembro de 2010

Expedição Inti & Killa II - Décimo-sétimo e décimo oitavo dias - 20/09/2010 e 21/09/2010

Recordando, no último post narramos a decisão de voltamos ao Brasil pelo trajeto Bolívia-Argentina, ao invés de seguir via Chile-Argentina. Depois da viagem que fizemos em 2009 passei a considerar a Bolívia um trajeto radical, pois o país é bonito, tem uma rica história e forte cultura indígena, mas com vários problemas decorrentes da sua condição de pobreza (infraestrutura muito precária, corrupção de autoridades, segurança, baixa receptividade aos viajantes etc.). Mas tudo bem, ainda assim achamos que valeria cruzar o país para fazermos um novo caminho e reduzirmos o regresso ao Brasil em um dia.
Um dos maiores estresses nessas viagens são as fronteiras, pois da cabeça das autoridades de cada país podem surgir grandes barbaridades para o viajante. Sair do Perú foi a maior facilidade. Em Desaguadero Perú fizemos um rápido trâmite e logo estávamos liberados. Aproveitamos para fazer câmbio no lado peruano, pois segundo nos informaram não haveria no lado boliviano. Ficamos muito inseguros da quantidade de bolivianos que precisaríamos e das conversões, pois já era a sexta moeda que entraria nas contas (real, dólar, pesos argentinos, pesos chilenos, soles e por fim, os bolivianos). Chegou a dar um nó em nossas cabeças, mas depois de muitas contas na calculadora chegamos à conclusão de que não seríamos enrrolados nas trocas e de quanto seria necessário para atravessar a Bolívia em dois dias. E teríamos que ter dinheiro para tudo, pois não aceitariam cartão de crédito em lugar nenhum no caminho.
Feito o trâmite no Perú e o câmbio seguimos felizes para o carro para atravessar para o lado boliviano. Aí surgiu o primeiro problema! Simplesmente do nada apareceu um fiscal fdp cobrando cinco soles pelo estacionamento do jipe. E tinha que ser pago em soles! Bem, a Márcia tinha terminado de entregar, generosamente, os últimos soles que tínhamos para uns rapazes que ficaram "cuidando" do carro. Fiquei muito zangado com ela, pois eu tinha avisado para guardamos uns trocados para uma eventualidade. Agora não tínhamos mais dinheiro peruano, que saco, e estávamos perdendo tempo precioso!!! Perguntei se não poderia pagar em bolivianos, mas o cara, com pouquíssima boa vontade, não aceitou. Então voltamos no câmbio para trocar dinheiro novamente. Só que eles não aceitaram fazer troca de uma pequena importância! Putz! Então lembrei que eu tinha dois dólares na carteira e voltamos ao carro para oferecer ao fiscal. Ele aceitou os dólares, mas ainda queria mais um sol, que m! Remexendo nos bolsos achamos uns trocados perdidos e conseguimos completar o pagamento do estacionamento. Perdemos mais tempo com isso do que fazendo o trâmite da fronteira peruana!!!
Bem, atravessamos os metros da ponte que passa sobre o canal vertedouro do lago Titicaca e chegamos no Desaguadero boliviano. O aspecto não era nada convidativo. Essas cidades de fronteira sempre tem atividade de contrabando e lembram muito a paraguaia Ciudad del Este, só que mais pobres e sujas. Estacionamos o carro e saímos a procurar a imigração. Uns guardas de fronteira nos indicaram o local e lá fomos nós para os trâmites de passaporte. Até que achamos rápido o escritório, pois nada era claramente identificado. Preenchemos os formulários necessários e logo ganhamos o visto de turistas. 
O passo seguinte seria na aduana, para fazer a declaração juramentada do veículo. Pedimos orientação e nos disseram que o escritório ficava do outro lado do prédio. Começamos a circular o tal edifício, fomos e voltamos e fomos e voltamos novamente e nada de encontrarmos a tal aduana. Perguntamos para um e para outro, abrimos portas indevidas, mas nada de uma resposta esclarecedora. Até que caímos na real e percebemos que o tal escritório da aduana era uma salinha suja e empoeirada na esquina do mesmo prédio da imigração. Não tinha identificação visível, a porta estava acorrentada e a janela do guichê de atendimento fechada. Tentei divisar o interior e percebi que não havia movimento qualquer. Meu Deus, quanto tempo teríamos que esperar até o fiscal voltar? Esperamos mais um pouco e voltei a falar com os guardas de fronteira pedindo orientação. Só que esses caras nunca são do tipo amistoso e você não quer ficar fazendo perguntas, pois sabe que eles ficam aborrecidos e não querem prestar atenção aos estrangeiros. Percebe-se que o pensamento é mais ou menos assim: você chegou até aqui por vontade própria, então, vire-se sozinho e não encha o saco! Ainda assim eles deram uma informação, bem mais ou menos, dizendo que se não havia ninguém na aduana eu deveria seguir adiante até o escritório principal, se não me engano chamado de aduana Quemada. Perguntei onde ficava e eles me disseram que eu encontraria no caminho!!! Que insegurança bateu na gente. Entrar Bolívia adentro sem o documento do carro, procurando uma aduana com localização duvidosa. Mas o que fazer, não tínhamos outra alternativa. 
Seguimos devagar pelas ruas pobres da Desaguadero boliviana mas logo percebemos que o caminho tomado estava errado. Abordamos um ciclista e, enfim, encontramos uma alma de boa vontade que nos deu a informação correta. Retomado o caminho chegamos num local cheio de brutos estacionados, o que me fez concluir que ali poderia ser a aduana. Não deu outra. Era alí mesmo! Bom! Estacionamos, eu entrei no escritório com a papelada do carro e logo achei o guichê de atendimento. Fiquei torcendo para que o funcionário não complicasse conosco, pois já tinha lido alguns depoimentos sobre mordidas na fronteira. Assim que fui atendido percebi que o fiscal era um sujeito educado e de bom trato. Começou a fazer o preenchimento das informações no computador, fez algumas perguntas e em seguida pediu-me a fotocópia dos meus documentos e os do carro. Fotocópia?! Sim, teria que apresentá-la para terminar o trâmite! Perguntei onde poderia fazer as tais cópias e ele indicou-me um escritório de despachantes ao lado da aduana. Saí do prédio e caminhei uns metros para logo encontrar o escritório mencionado pelo fiscal. Tinha um rapaz jovem atendendo e logo vi a máquina copiadora. Cumprimentei-o e pedi a cópia dos meus documentos. Recebi como resposta uma negativa, pois a máquina estava com o cartucho tonner vazio! Tava bom demais. Perguntei onde poderia encontrar outra máquina e ele disse-me que no escritório ao lado tinha outra, porém estava fechado. De outro modo só voltando no centro da cidade! Nossa, fiquei desesperado com o tempo  valioso de estrada que estávamos perdendo. O dia estava se indo! Algo que poderia ser muito simples  de resolver estava virando um verdadeiro transtorno na Bolívia. Voltei ao carro emburrado e avisei a Márcia das tais fotocópias que nos pediram. Toquei de volta para a cidade e começamos a circular pelas ruas. Parei, desci do carro e fui perguntar para algumas pessoas no comércio. Na rua ao lado tem uma casa com máquina, disseram umas moças. Bom! Fui até o lugar, faceiro, mas estava fechado. Meu Deus! Perguntei para uma outra pessoa. Na ponte você vai encontrar, falou um rapaz. Na prática nós estávamos voltando para o Perú! Tocamos para a ponte e desci para perguntar. A Márcia ficou para guardar o carro, pois  achamos arriscado deixar nosso veículo sozinho. Caminhei e entrei num lugar que parecia uma agência de banco, mas não quiseram me atender. Saí e procurei um outro escritório. O segurança do prédio disse que tinha uma máquina mais perto da ponte. Caminhei para o lugar indicado e achei a tal copiadora. Ficava num botequinho, um lugar bem improvável para uma máquina de xerox. O detalhe insólito: caminhamos tanto para chegar novamente em frente ao prédio da imigração! Gastamos quase uma hora nessa brincadeira! Bem, fiz as tais cópias, comprei um refrigerante para ajudar no troco e fiz uma ligação para casa. Falei com a minha irmã. De costume avisei que estava tudo bem conosco e que não se preocupassem. Todo mundo bem em casa!
Voltei contente para o carro e avisei para a Márcia que conseguira as fotocópias. Tocamos novamente para a aduana e terminamos os trâmites sem maiores problemas, pois o fiscal nos deu prioridade no atendimento. Graças à Deus, agora poderíamos seguir em frente na direção de La Paz!









quarta-feira, 21 de abril de 2010

Quatro turistas paranaenses são mantidos reféns na Bolívia


Fica o registro da notícia! Quando a gente escreve e nomina nossas viagens como "expedições" é por motivos como este, também!
 
Quatro turistas paranaenses são mantidos reféns na Bolívia

Eles foram detidos em um protesto realizado por mineradores na fronteira da Bolívia com o Chile
21/04/2010 | 12:34 | Gazeta do Povo

Quatro turistas paranaenses que realizavam um passeio na Bolívia, próximo à fronteira com o Chile, foram feitos reféns no final da tarde de terça-feira (20) por manifestantes bolivianos. Eles foram detidos por trabalhadores de uma mineradora do país, que reivindicam melhores condições de trabalho.

O comerciante Herotides de Arruda, o filho dele Diogo Ruiz, e os amigos do rapaz, Marcos e Bruno Tosin passeavam pela região desértica do Uyuni, quando tiveram o passeio interrompido por um protesto. Segundo informações do telejornal ParanáTV 1ª Edição, da RPC TV, os manifestantes tomaram as caminhonetes que transportavam os turistas que passavam pelo local. A estimativa é que cerca de 90 pessoas tenham ficado presas.

RPC TV

Grupo está sendo impedido por manifestantes de deixar o local

Um dos turistas paranaenses conseguiu avisar os familiares por meio de uma mensagem enviada do aparelho celular. “Ficamos preocupados porque não sabemos se eles estão bem ou que vai acontecer com eles”, disse a mãe de Diogo em entrevista ao telejornal.

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quarta-feira (21) que o grupo já fez contato com a Embaixada do Brasil na Bolívia. O órgão já solicitou a liberação dos turistas, no entanto isso pode demorar, pois a região em que eles estão é de difícil acesso.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=994961






terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Recortes de Viagem - a Expedição Uyuni em ZH.


Hoje eu fiquei muito feliz com o post publicado pelo blog Recortes de Viagem, da jornalista Rosane Tremea.  A publicação dela apresentou fotos e um depoimento sobre a nossa expedição ao Salar Uyuni. E três fotos lindas apareceram no caderno Viagem da ZH. Márcia e eu e o Adriano e a Vera, nossos amigos que  nos acompanharam na viagem, agradecemos o interesse da jornalista a respeito da viagem e no salar. O post completo pode ser acessado em Recortes de Viagem.



domingo, 13 de dezembro de 2009

Relato sobre a Expedição Salar Uyuni

Pois bem, com este post quero suspender os relatos sobre a Expedição Salar Uyuni. Produzi 17 posts a respeito da viagem, deixando várias fotos e informações para quem desejar conhecer a região. Futuramente pretendo retomar com a segunda parte da expedição, quando percorremos um roteiro pelos Vales Calchaquies, no noroeste da Argentina. Esta região é belíssima e merece vários relatos aqui no blog. Antes, porém, eu quero retomar os posts que estava escrevendo sobre a viagem pela Carretera Austral - Chile, na Expedição Corazón Patagónico. Deixo uma última imagem artística feita com uma lente "fisheye" no Salar Uyuni, próximo da Isla Incahuasi. É isso aí!


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

No caminho para Hito Cajón, fronteira com o Chile.




Um banho quente nas Termas de Polques. Alívio depois de três dias sem banho!!!


Siga em frente!


Laguna Verde, aos pés do Vulcão Licamcabur.



Nossa "cápsula espacial", perdida no "deserto marciano".





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No caminho para a Laguna Colorada - I



Um "zorro" em nosso caminho!


Márcia, na famosa "Arbol de Piedra". Cartão postal do Deserto de Siloli.


Último trecho antes da Laguna Colorada. Uma provação para um veículo com pouca altura livre!


Estacionados no refúgio da Laguna Colorada. Por recomendação de um camarada boliviano, pernoitamos nesse local em virtude das baixíssimas temperaturas que viriam durante a noite!
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sábado, 28 de novembro de 2009

Opções para visitar o Salar Uyuni e Deserto de Siloli


Relendo o último post que escrevi sobre as excursões que vimos na Laguna Hedionda, lembrei de fazer um comentário sobre isso. Obviamente que a ênfase do que eu escrevo recai sobre as viagens de automóvel, nas quais fazemos o nosso próprio planejamento e utilizamos o veículo pessoal para explorar uma região. Não gostaria de passar uma falsa informação ou impressão de que o Salar de Uyuni só pode ser acessado desta forma. Antes dessa última viagem eu até achava que sim, mas quando começei a pesquisar sobre o assunto descobri que existem muitas empresas de turismo que atendem à região, oferecendo programas de 1 a 4 dias na área. As principais ofertas estão na própria cidade de Uyuni, com umas 80 empresas prestando serviços turísticos. Claro que é importante verificar a qualidade do serviço e procurar comentários confiáveis para não entrar numa "roubada", pois isso pode acontecer dada a rotatividade dos prestadores de serviço. Em Potosi e Tupiza também existem opções de empresas turísticas que levam interessados à região. Era essa a dica!

sábado, 21 de novembro de 2009

Laguna Hedionda II - Bolívia



Não foram só os bandos de flamingos que chamaram a atenção na Laguna Hedionda! Por aqui convergem todas as excursões e expedições que circulam na região. A quantidade de turistas impressiona; europeus e  asiáticos em sua maioria, pelo que conseguimos perceber. Aliás, a Bolívia foi um dos poucos lugares onde não encontramos conterrâneos. Embora brasileiros visitem o país, trata-se de um destino pouco procurado e que foge dos padrões convencionais.
E mesmo com esse bando de gente, partindo da Laguna Hedionda para o sul, todos os  vestígios de seres humanos desapareceram na imensidão do Deserto de Siloli.




Laguna Hedionda - Bolívia









Um dos "spots" mais lindos que visitamos ao sul do Salar de Uyuni, ainda no Deserto de Siloli, foi a Laguna Hedionda. Além da paisagem parecer uma pintura, avistamos maravilhosos bandos de flamingos em todo o local. Aqui ocorrem três espécies das seis existentes no planeta: o flamingo andino, o flamingo chileno e o flamingo james. Sua diferenciação não é tão fácil, sendo necessário um olho bem treinado para perceber os detalhes sutís de cada uma das espécies. Um detalhe interessante é que a cor dessas  aves é devida aos carotenóides encontrados em sua alimentação (moluscos, crustáceos e algas).









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sábado, 14 de novembro de 2009

Links para sites da Bolívia

Na lista de links do blog adicionei três sites interessantes sobre a Bolívia. Além de conterem boas informações para quem deseja viajar ao país, destaco a possibilidade de consultar mapas e o estado das rodovias no Bolívia en tus manos, remetendo para a Administradora Boliviana de Carreteras. Para quem vai viajar de carro isso é fundamental. Na Expedição ao Salar Uyuni, se tivessemos essa informação, não teríamos perdido 4 horas presos num trecho em obras de rutas entre Tarija e Entre Rios! Bom proveito!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Deserto de Siloli - Bolívia - III






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Deserto de Siloli - Bolívia - II






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Deserto de Siloli - Bolívia


O Deserto de Siloli compreende a região do Salar Uyuni, os vulcões e as lagunas altiplânicas no sudoeste da Bolívia. Trata-se de uma ex
tensão do famoso Deserto do Atacama. No primeiro post sobre esta última expedição, no qual passei algumas impressões sobre a viagem, comentei sobre trechos muito duros para nós. O mais "hard" foi exatamente no Deserto de Siloli!

Da entrada do salar, em Colchani, até a fronteira Bolívia/Chile
, em Hito Cajón, percorremos 495 quilômetros neste deserto, rodando por estradas em péssimas condições e assustadoras trilhas. Não dá para brincar nesta região! Ainda bem que estávamos bem preparados, embora o nosso jipe tenha levado uma boa surra em terrenos rochosos e nos sulcos profundos das trilhas! Agradeço aos protetores reforçados que "blindaram" o fundo do veículo, evitando qualquer dano mecânico ou mesmo uma quebra! O rípio das estradas argentinas, com o qual eu estava "acostumbrado", é um asfalto perto do que passamos. Mas valeu a aventura! Deixo algumas fotos da região.

Cruzando o Salar de Chiguana - Deserto de Siloli.


Acampamento no Deserto de Siloli.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Roteiro da Expedição Salar Uyuni - outubro de 2009




Conforme eu prometera, apresento um mapinha do trajeto da viagem ao Salar Uyuni , os pontos de pernoite a cada dia, desde a partida até a chegada em Porto Alegre, e mais algumas informações sobre a viagem.

Quilometragem total: 6.410 km.
Consumo de combustível (gasolina): 698 litros.
Média de consumo: 9,18 km/L.
Preço aproximado da gasolina (Super) na Argentina: AR$ 3,60 (~ R$ 1,80).
Preço aproximado da gasolina na Bolívia: B$ 3,74 (~ R$ 0,97) - Obs.: em Uyuni B$ 5,88 (~ R$ 1,53).
Preço da gasolina (93 Octanas) em S. Pedro de Atacama - Chile: CH$ 592,00 (~ R$ 1,95).
Dias de viagem: 17 dias.
Hospedagens: 11 acampamentos - 4 hotéis - 1 refúgio.


1. Acampamento em Santo Tomé - camping municipal - Corrientes - Argentina - 10/10.
2. Acampamento em General José San Martin - camping municipal - Chaco - Argentina - 11/10.
3. Hospedagem em Villa Montes - Hotel El Rancho - Tarija - Bolívia - 12/10.
4. Acampamento selvagem - entre Villa Montes e Tarija - Tarija - Bolívia - 13/10.
5. Acampamento em pátio de Igreja - prox. Iscayacha - Tarija - Bolívia - 14/10.
6. Hospedagem em Potosi - Hotel San Antonio - Potosi - Bolívia - 15/10.
7. Acampamento selvagem - Salar Uyuni - Potosi - Bolívia - 16/10.
8. Acampamento selvagem - prox. Salar Chiguana - Potosi - Bolívia - 17/10.
9. Hospedagem em refúgio - Laguna Colorada - Potosi - Bolívia - 18/10.
10. Hospedagem em San Pedro de Atacama - Hostal Inti & Killa - Chile - 19/10.
11. Acampamento selvagem - rio Pastos Chicos - Jujuy - Argentina - 20/10.
12. Acampamento selvagem - rio Calchaqui - La Poma - Salta - Argentina - 21/10.
13. Acampamento em Cafayate - camping Luz y Fuerza - Salta - Argentina - 22/10.
14. Acampamento em T. de Rio Hondo - camping ACA - S. del Estero - Argentina - 23/10.
15. Acampamento em Corrientes - camping Puente Pexoa - Corrientes - Argentina - 24/10.
16. Hospedagem em São Gabriel - Hotel San Isidro - Rio Grande do Sul - Brasil - 25/10.
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