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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Duas fotos no Torres del Paine - Chile - 2007

Tem muita história de Patagônia que eu ainda nem arrenhei! Por exemplo, a viagem de 2007. Fantástica!

Mas com esse acontecimento dos turistas brasileiros que ficaram retidos por grevistas chilenos lá no Torres del Paine, eu lembrei de duas fotos que eu adoro. Foram feitas durante a visita ao famoso parque chileno, na trilha que leva até a base das torres. Foi um momento supremo daquela viagem! Nem tem mais o que escrever.

A andinista Márcia.

O amigo Frans.

sábado, 17 de julho de 2010

Encarando a maior nevasca na Argentina!!!

Eu ando muito atarefado nos últimos tempos e não tenho conseguido alimentar o blog rotineiramente, mas não poderia deixar esta oportunidade passar. 
Meu primo Rodrigo e a esposa Ceissa estão em férias na Argentina. É a primeira vez que eles descem de carro para  o norte da Patagônia, com destino a San Carlos de Bariloche. No momento eles estão em San Rafael, ao sul de Mendoza, encarando a maior nevasca dos últimos tempos nessa região. Como o casal tem um grande espírito de aventura, sei que estão se divertindo bastante, mesmo em condições adversas do clima. Algumas dicas de roteiro eu e o parceiro patagônico Fernando deixamos para eles, mas nessas condições de neve é preciso muito cuidado nas estradas. Conforme informação do Rodrigo, via e-mail, as Rutas 40 e a 143, que levam ao sul, ficaram bloqueadas pela neve! Agora é esperar um pouco para liberar o caminho e seguir rumando adiante.  Boa viagem, pessoal!




domingo, 20 de dezembro de 2009

Puerto Puyuhuapi - 24/04/2009



Depois de vários dias fazendo o relato de  alguns trechos da última expedição, retomo os posts da "Corazón Patagónico".

Confesso que os primeiros quilômetros na Carretera Austral baixaram o meu "tesão" na viagem.  Tínhamos passado dias soberbos na Argentina e as minhas expectativas andavam muito altas. Afinal, o mote da viagem era justamente a Carretera. No trecho entre La Junta e Puerto Puyuhuapi pegamos muitas obras rodoviárias, com muitas máquinas e trabalhadores na rodovia. E não era nada disso que eu estava esperando! Mas eu fui precipitado na minha avaliação. Logo, logo tomaria um "bofete", bem no meio da cara, aplicado pelas belezas naturais que estavam por vir.
Chegamos em Puerto Puyuhuapi (Meu Deus, acho que nunca vou conseguir escrever este nome sem ter que conferí-lo!) ao final do dia 24 de abril de 2009, fustigados por uma garoa e céu cinzento. Procuramos logo uma pousada sobre a qual eu tinha referências muito boas, a Casa Ludwig. Mas, para meu desencanto, seus únicos habitantes eram os cães  que guardavam a propriedade. Estava fechada! Estradas ruins, anoitecendo, barro, chuva, nosso pouso "cerrado" ... o que mais faltava para aquele dia? Mas um pouco mais adiante na estrada destacava-se  um prédio de madeira, pintado em cores vivas, bem no topo de uma colina. Fomos até lá para conferir. Era um hotel chamado "La Casona de Puyuhuapi". Ótimo, era disso que estávamos precisando! E, graças à Deus, estava aberto e tinha acomodações disponíveis. Fomos bem recebidos por uma jovem senhora que nos conduziu aos quartos no primeiro andar. "La Casona" era um hotel antigo e, devido ao período de  baixa temporada, estava praticamente sem hóspedes. Isso criava um clima meio fantasmagórico e eu não consegui evitar a lembrança de algumas cenas de "O Iluminado".  Aqueles imensos corredores vazios e a penumbra ... um calafrio correu pela espinha com esse pensamento! O Adriano e a Vera ficaram numa suite, mas o nosso quarto não tinha banheiro. Putz, para tomar banho teríamos que enfrentar aqueles corredores vazios. Torci para não encontrar nenhuma assombração no meu caminho!!!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Primeiros quilômetros na Carretera - 24/04/2009



Hoje a alvorada foi às 7:30. Ficamos bem instalados em Esquel numa confortável cabana, bem quentinha, e aproveitamos para descansar um pouco mais do que o normal. O dia prometia, pois hoje entraríamos no Chile e começaríamos a rodar pela famosa Carretera Austral. A expectativa era grande entre todos, pois estávamos chegando no ápice da viagem.
Em 2008, quando visitamos o Chile, resolvemos cancelar esse trecho de rodovia, pois os amigos que nos acompanhavam tiveram que voltar para o Brasil logo no início da Patagón III e ficamos sozinhos. Achei que era mais prudente aguardar uma outra oportunidade e cancelamos a Carretera. Na época ficamos "somente" na região dos Lagos! Agora estava para se realizar o sonho acalentado desde 2007.
Partimos de Esquel às 8:50, seguindo para a fronteira entre a Argentina e Chile, no Passo Futaleufú. Fronteira sempre causa um friozinho na barriga, pois normalmente os funcionários das aduanas não são nada amistosos e eu fico sempre preocupado. Mas fizemos os trâmites tranquilamente, e para contrariar a minha expectativa, os agentes de fronteira foram muito simpáticos e quiseram bater um papo conosco, perguntando sobre a viagem e inclusive dando umas dicas do que visitar na região! Vale a regra que toda a regra tem a sua exceção!

Seguimos em frente descendo a vale do rio Futaleufú na direção de Villa Santa Lucia. A estrada de rípio seguia serpenteando pelo vale, acompanhando o traçado do rio. O dia amanhecera nublado e as nuvens cobriam parte do cume das montanhas, mas a paisagem era muito bonita, de aspecto rural, e lembrando em muito os paredões dos cânions aqui no Rio Grande do Sul. Finalmente chegamos em Villa Santa Lucia e começamos a rodar os primeiros quilômetros pela Carretera. Foi uma festa, com muita comemoração e brincadeiras através dos rádios VHF, com cumprimentos mútuos entre as tripulações dos dois veículos. Mas nem tudo foi maravilhoso nesse contato inicial. Cheguei a ficar bastante decepcionado com o que encontramos pela frente! Muitas obras, e obras, e mais obras no trecho até Puerto Puyuhuapi. Depois dos dias maravilhosos nas lagunas Epulauquén e no sopé do Domuyo, decididamente, não era nada disso que eu estava esperando!


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Preparando-se para a Carretera Austral - 23/04/2009


Já tem vários dias que eu não escrevo sobre a Corazón Patagónico, mas não vou deixar encerrar o setembro sem um último post! Afinal de contas, o blog está de ANIVERSÁRIO. Pois é, ainda estamos engatinhando neste primeiro ano, mas tem sido gratificante poder registrar as memórias das viagens e compartilhar com os amigos algumas das nossas experiências pela Patagônia e outros locais da América do Sul . Também é uma boa forma de conhecer outros viajantes e pessoas que possuem interesses em comum conosco, que curtem a natureza e gostam de viajar de automóvel ou motocicleta para conhecer lugares distantes. Então é isso, PARABÉNS AO VIAJANDO NA PATAGÔNIA E AMÉRICA DO SUL!!!

Bem, como eu estava escrevendo no último post sobre a expedição, seguíamos para a Carretera Austral e paramos para o pernoite em Esquel. Nas últimas horas em território argentino, antes da fronteira com o Chile, jantamos num ótimo restaurante de cozinha italiana em Esquel, o Don Chiquino - localizado na Avenida Ameghino, 1641. A decoração era um show, com muitos objetos antigos e raridades penduradas nas paredes, despertando a curiosidade de qualquer um que entrasse no estabelecimento. Jogos e quebra-cabeças nos foram entregues, em tom de desafio mental, para distrair enquanto a refeição era preparada, fazendo a diversão na mesa! Pois assim foi a última noite na Argentina, acompanhada de deliciosa refeição italiana. No dia seguinte estaríamos no Chile, percorrendo os primeiros quilômetros na Carretera Austral. Grandes surpresas e, por que não dizer, decepções, nos aguardariam no primeiro contato com a região!

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domingo, 23 de agosto de 2009

Um tour em Bariloche - 23/04/2009

No dia 23 de abril, conforme tinha mencionado no último post da Corazón Patagónico, acordamos pela manhã e fomos surpreendidos com a nevada que caíra durante a noite em Bariloche! Depois de um ótimo café da manhã deixamos a cabana e partimos direto para o Cerro Catedral. Na subida para a montanha fomos curtindo todo aquele branco que já aparecia nas laterais da estrada. Depois no cerro foi uma festa! Sabe como é, né?! Brasileiro é maluco por neve; por ser rara em nosso país, parece que é o complemento que falta para somarmos com as nossas maravilhosas praias e florestas!!! Depois de matarmos essa vontade incontida de tocar e brincar na neve levamos nossos amigos Adriano e Vera para um passeio pelo Circuito Chico. Foi legal para eles conhecerem. Depois dos passeios nos despedimos de Bariloche tomando novamente o rumo ao sul, na direção de El Bolsón e depois Esquel, onde fizemos o pernoite. No dia seguinte, finalmente, chegaríamos na Carretera Austral!





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domingo, 2 de agosto de 2009

Um tour em Bariloche - 22 e 23/04/2009

Chegamos em Bariloche! Esta é nossa terceira expedição com passagem pela cidade. Percorremos os primeiros quilômetros na área urbana e estacionamos no Centro Cívico. Márcia, Adriano e Vera descem para ir até o escritório de turismo e para "sacar unas fotos"!!! Eu prefiro ficar junto aos carros. Começa a soprar forte o vento nas margens do lago Nahuel Huapi. Logo começa a chover. Eu já não gosto de procurar acomodações em Bariloche; quem dirá com chuva??!! Mas tudo bem, depois de uns dez entra e saí nas pousadas da Avenida Bustillo para escolher o pouso, finalmente encontramos uma cabana acolhedora junto ao lago. Eu quase não acreditei no encanto do lugar e pensei que ia custar os tubos; mas não, foi um valor justo e eu adorei. Aliás, todos adoraram. Adriano e Vera ficaram pela cabana e eu e Márcia fomos trocar o óleo do Tracker e fazer uma compras para a janta. Passamos boas horas nesse local, vendo as fotos da primeira etapa da viagem, batendo um bom papo, tomando um bom vinho e jantando um cordeiro assado acompanhado de massa com molho de queijo, huuummm!!!
No dia seguinte acordamos surpreendidos com a nevada nas montanhas, o que abrilhantou a nossa terceira passagem por Bariloche.





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domingo, 26 de julho de 2009

Chegando em Bariloche - 22/04/2009

Depois do belo trajeto pela ruta provincial 63, estamos chegando em Bariloche. Esta é a terceira vez que aportamos de carro nesta cidade. E é sempre um marco em qualquer viagem. À medida que percorremos os últimos quilômetros antes da área urbana vamos apreciando as lindas formações do relevo regional e o curso do rio Limay. Aliás, o rio é muito bonito e fazemos uma parada para tirar umas fotos no "Anfiteatro", uma curiosa formação geológica que acompanha um meandro do rio. E como sinal de boa sorte para nossa a expedição, somos recebidos em Bariloche com um belo arco-íris!!!






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domingo, 19 de julho de 2009

Seguindo para Bariloche - 22/04/2009

Estamos no camping Laura Vicuña, em Junin de Los Andes. Depois de uma boa noite de sono, Márcia e eu acordamos às 7 horas da manhã. Nossos amigos, Adriano e Vera, podem ficar um pouco mais na sua barraca, pois só precisam de um minuto para dobrar a estrutura da Camping's World. Nossa alvorada é um pouco mais cedo para pelo menos empatarmos no tempo com eles. Está bem frio, com temperatura por volta de 1,5°C, e tudo está muito úmido. A barraca ficou totalmente ensopada e temos que guardá-la desse jeito mesmo. Arrumamos toda a tralha, tomamos um café com leite bem quentinho e "medialunas" e partimos na direção de Bariloche via San Martin de Los Andes.
San Martin de Los Andes, a capital turística de Neuquén, é muito bonita mas, infelizmente, não temos tempo para ela. Apenas circulamos pela Av. San Martin, fazendo uma parada na Av. Costanera para tirar umas fotos nas margens do Lago Lacar. Na volta para o carro percebo um pneu murcho no Tracker e trato de achar um borracheiro para fazer o conserto do furo. O serviço custou-me quinze pesos. Foi o único inconveniente do carro até o final da viagem. Deixamos San Martin pelo acesso sul para tomar logo a seguir a ruta provincial 63. São uns 70 quilômetros de rípio até Confluencia, na ruta nacional 237, circulando sempre pela borda do Parque Nacional Lanín, num passeio de belíssimas paisagens. Depois seria tocar até Bariloche sem errar!





quinta-feira, 9 de julho de 2009

Parque Nacional Lanín - 21 e 22/04/2009

Ainda no dia 21 de abril chegamos em Junín de Los Andes. Esta cidade, juntamente com a famosa San Martin de Los Andes, constituem os principais centros turísticos da região do Parque Nacional Lanín. Confesso que não estava "preparado" para essa região, pois essas cidades não faziam parte de nosso roteiro original e sequer disporíamos do tempo necessário para desfrutar das belezas da região. Do que conseguimos perguntar no escritório de turismo de Junín eu fiquei com muita curiosidade a respeito do Parque Nacional Lanín, que é imenso e possui diversos setores com muitas atrações, belos lagos, sendo dominado pela figura do Vulcão Lanín. Inclusive são possíveis as escaladas até o cume do vulcão. Um passeio e tanto, mas que exige "ganas" de subir até o "cumbre"!!! Em Junín resolvemos acampar outra vez e ficamos instalados no agradável camping Laura Vicuña. Depois de uma janta excelente no melhor restaurante da cidade, tivemos uma ótima noite de descanso. No dia seguinte, 22, seguimos na direção de Bariloche, via San Martin de Los Andes, em estradas que margeiam o Parque Lanín.


domingo, 28 de junho de 2009

Vulcão Lanín e arredores - 21/04/2009


Depois do "sufoco" no Camiño de Llamuco alcançamos a Ruta 13 e voltamos para a 40 em Zapala. Escapamos do corte de rutas, hahaha!!!! E no final das contas esses imprevistos constituem um "tempero" especial para a viagem. O improviso faz parte de qualquer expedição. É preciso estar preparado para superar os desafios que o imponderável apresenta.
Seguindo adiante, na direção sul, começamos a avistar um cone vulcânico que identificamos como sendo o Vulcão Lanín. Trata-se de um gigante imponente na paisagem, com 3776 m de altitude. Paramos diversas vezes na estrada para fazer fotos e apreciar a paisagem. Fiquei com um desejo de explorar melhor toda essa região, pois afinal aqui existe o Parque Nacional Lanín e do outro lado da fronteira, no Chile, o belíssimo Parque Nacional Villarrica, onde estivemos em 2008. Mas teria que ficar para uma próxima. Tínhamos rumo certo: a Carretera Austral.
Com os atrasos decorrentes do desvio no percurso tomamos uma decisão no grupo. Não daria para tocarmos até Bariloche, pois seria muito cansativo. Então resolvemos que ficaríamos em Junín de Los Andes. Antes de chegarmos nessa cidade passamos pelo maravilhoso mirante "La Rinconada". Pena eu não ter uma grande angular para fazer fotos melhores, pois o visual é muito lindo. As melhores imagens guardamos em nossas cabeças!



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sábado, 20 de junho de 2009

El Camiño de Llamuco - 21/04/2009

Depois de passar uma noite agradável no acampamento às margens da Ruta 40, partimos logo ao amanhecer na direção de Zapala e, na sequência, San Carlos de Bariloche. Mal sabíamos a surpresa que o dia nos aguardava!
Estavamos rodando na Ruta 40, com pouco tráfego, estrada muito tranquila, uns 20 quilômetros antes de Zapala. De repente, ao longe avisto vários veículos na estrada. Naquele ermo eu logo pensei que poderia ser um acidente rodoviário, mas qual não foi a surpresa de todos! Fui reduzindo a velocidade e terminei por encostar no final de uma fila de veículos. Mas não era acidente! Seria um protesto?! Corte de rutas!!! Não, não pode ser, de novo, nããããooo!!
Explico: em 2008, na Patagón III, fomos muito prejudicados pelos protestos e cortes de rutas promovidos pelas federações dos agricultores. A briga entre a Cristina e os agricultores foi muito feia. Sofremos durante três dias, várias horas e horas, detidos em diversos bloqueios quilométricos, passando calor, nervosos e angustiados com as incertezas sobre a viagem. E quando os argentinos protestam, protestam para valer!
Mas de alguma coisa valeu a vivência do ano anterior. Eu tinha aprendido muita coisa nos protestos do ano anterior. Eu perdi a vergonha na cara e cansei de sofrer nas rutas; o bom motorista brasileiro que não queria transgredir no estrangeiro. Já era! Virei um cara-de-pau! Conversei com alguns motoristas argentinos que reclamavam da situação e tão logo que soube do que se tratava eu não vacilei! Girei o volante e toquei pelo acostamento; fui furando a fila até chegar no entrevero de manifestantes, motoristas, camiñera e gendarmes. Se pudesse furar o bloqueio, eu queria ser o primeiro!!! Desci do carro e fui conversar com um policial. Ele explicou-me que era um protesto de trabalhadores desempregados. Haviam fechado a ruta em dois pontos e não tinham previsão para liberar o caminho. Mas que maravilha! E a Gendarmeria estava indo embora e a policia camiñera não faria nada para liberar o tráfego. Ótimo, poderíamos ficar por horas naquele local. Estávamos à mercê dos manifestantes.
Voltei para os carros e conversei com a Márcia, a Vera e o Adriano. Expliquei para eles o que estava acontecendo. Mas eu não estava a fim de ficar parado e logo pegamos um guia de rutas e o GPS para encontrar uma alternativa. Teríamos que voltar e ir quase ao Chile para seguir adiante! Então caminhei até o guarda rodoviário com quem conversara antes e questionei se ele conhecia alguma ruta vicinal. Ele trocou uma ideia com um colega, pensaram um tanto, e depois disseram-me: "Si, si ... hay el Camiño de Llamuco!" Fiquei empolgado com a possibilidade. Explicaram que eu deveria voltar uns 7 quilômetros na estrada e depois tomar a direção oeste num acesso de rípio. Chegaria na ruta 13 e poderia acessar a 40 novamente em Zapala. Agradeci, cumprimentei os dois e virei as costas, mas ainda pude ouvir um motorista argentino perguntando se ele também poderia pegar o mesmo caminho. Ainda ouvi o guarda argentino dizer: "No, no ... és solo para camionetas!"












Seguindo para Zapala - 20/04/2009

Depois da visita no "El Humazo" e um último banho num arroio de fontes termais demos adeus ao "techo de la Patagonia", seguindo em direção ao sul, com destino a Zapala. Contabilizando os passeios logo no início da manhã, resultou que o deslocamento na estrada começou tarde. Então no caminho resolvemos parar em Las Ovejas para almoçar, algo que normalmente evitamos fazer, preferindo os lanches durante o dia. Só que lanches não estavam mais sustentando nenhum de nós, então tinha que ser comida de sal mesmo! Tivemos a sorte de encontrar um simpático restaurante chamado "Los Bandoleros", com cardápio italiano. Na decoração muitas imagens do "Che" espalhadas pelas paredes. O proprietário era um jovem simpático e ficamos muito satisfeitos com o atendimento.

Depois do saboroso almoço tocamos em frente até Chos Malal, onde fizemos uma parada para abastecer os veículos e comprar novos mantimentos. Nossa idéia era fazer um camping selvagem nas margens da Ruta 40, talvez um pouco antes de Zapala. E aconteceu mais ou menos isso, pois paramos uns 30 quilômetros antes de Las Lajas, faltando ainda uns 80 quilômetros até Zapala. Escolhemos um cantinho escondido na margem da Ruta 40 e montamos o nosso acampamento enquanto o sol ainda se escondia atrás das montanhas. O dia seguinte nos reservaria algumas surpresas de viagem!
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